Jojo Moyes, Nicholas Sparks e Julia Quinn são três dos autores com passagem pelo Brasil no primeiro semestre de 2017. Confira informações sobre as sessões de autógrafos com Jojo Moyes e dicas para se sair bem em eventos de grande porte semelhantes.

Jojo Moyes, Nicholas Sparks e Julia Quinn, três dos autores com passagem pelo Brasil no primeiro semestre de 2017. (Foto: Reprodução/Divulgação)

O fluxo de sessões de autógrafos com autores internacionais no Brasil tem aumentado. Só no ano passado vieram ao país nomes como Marian Keys, Lauren Kate, Lucinda Riley e Jennifer Niven, entre pelo menos outros dez de nacionalidades diversas. Isso significa, é claro, mais chances de romper a barreira leitor-escritor complicada pela distância geográfica. No entanto, se por um lado não faltam atrativos benéficos para os fãs, por outro a disputa por vagas nos eventos também tem crescido, aumentando o desafio de realizar o que é um verdadeiro sonho para muitos.

Em geral, a participação nas sessões de autógrafos está condicionada à distribuição da um número limitado de senhas. É preciso estar preparado para enfrentar filas, horas de espera e listas de regras determinadas pelos organizadores. O bônus é ainda ter de ficar de olho nas datas, já que o que é positivo para uns é negativo para outros.

A programação continua a toda nestes primeiros meses de 2017. Julia Quinn passou por quatro estados mais o Distrito Federal em março, com a turnê de lançamento da série “Quarteto Smythe-Smith”. Nicholas Sparks esteve em três estados no início de abril para divulgação do novo livro, “Dois a dois”. Ambos tiveram eventos marcados para dias de semana, para desgosto de alguns. Agora é a vez de Jojo Moyes vir pela primeira vez. A autora de “Como eu era antes de você” visita o Rio de Janeiro no dia 8 de maio para depois seguir para São Paulo no dia 9 de maio, respectivamente uma segunda e terça-feira. As duas paradas são restritas a 200 fãs.

É por pensar em quem nunca foi a sessões de autógrafos de grande porte ou tem dificuldades ou dúvidas sobre o assunto que as dicas abaixo foram elaboradas. O objetivo das cinco é ajudar todos a tirarem melhor proveito do grande dia com os autores. Considere uma lista para a vinda da Jojo, se quiser, já que ela é a próxima a aparecer pelas nossas terras. Inclusive, a gente se vê sessão do Rio!

1. Leia Todas as Regras

Pode parecer bobo começar por algo tão básico, mas a verdade é que a grande maioria dos problemas vêm da falta de atenção. Tudo começa e termina aqui. É no texto das regras que estão informações como limite de participantes, número de livros permitidos para assinatura, possíveis exigências de títulos específicos para participação, horário de distribuição de senhas, protocolo em caso de ausências etc.

É sempre aconselhável dar uma bela estudada em todos os itens. Fique atento ao fato de que nem tudo é igual sempre. Pode ser que naquele dia o atendimento seja feito por filas em ordem de chegada ao invés de senha, por exemplo. Também é possível que fotos pessoais sejam proibidas no momento do autógrafo, com cobertura exclusivamente registrada por fotógrafos. As imagens são disponibilizadas dentro de um prazo especificado em casos assim. Além do mais, as regras sempre vêm acompanhadas de hora, dia e local escolhidos pelos organizadores. Como num acordo, é só sabendo de cor e salteado tudo que foi esclarecido que você poderá recorrer em caso de qualquer irregularidade. Ou seja, essa é sua base.

2. Programe-se

Certo, então temos aqui uma pessoa bem-informada. Parabéns! Chegou a hora de usar todo esse conhecimento!

Não precisa e nem deve ser pego desprevenido. Pesquise sobre a disponibilidade de meios de transporte (linhas de ônibus, estações de metrô próximas, trajetos permitidos para carros, estacionamentos) e tempo de deslocamento mais provável. Pense naquela folga negociável no trabalho, numa possível dispensa de aulas e em compromissos marcados. Descubra mais sobre para onde está indo e se lá tem mais de uma entrada liberada.

Acredite: programar não só é a chave como vale ouro. Digamos que a distribuição de senhas seja às 9h e a sessão às 17h. Talvez valha a pena ir em casa e voltar descansado mais tarde, já que tanto a vez quanto a ordem de chamada estarão garantidos. Esse bate e volta também pode fazer a diferença entre sair do trabalho/aula sem ficar fora o dia inteiro e perder a oportunidade de conhecer seu autor favorito. Mas imagine ainda que, puxa vida, não dá tempo de ir e voltar! Ou então que os horários são muito apertados e não tem escapatória, o jeito é ficar direto pelo que podem ser horas. Você vai querer pensar em levar água, lanches, dinheiro suficiente para se alimentar. Lembre-se que o dia deve ser de alegria, não de perrengues evitáveis.

3. Chegue Cedo

Não adianta chegar todo preparado se quando você aparece já tem meio milhão de pessoas na frente. Tem gente que não só chega cedo como madruga. Não precisa entrar no grupo dos que dormem na porta, mas ficar entre os retardatários não fará bem algum. A única coisa que vai nascer daí é frustração.

Imprevistos acontecem. Se possível, sempre calcule seu tempo com margens de erro. Saia de casa com antecedência para chegar cedo e garantir o combo de desvio de surpresas mais garantia da senha. Sua paz de espírito agradece.

O verdadeiro trunfo para essa dica está em usá-la com sabedoria. Quando você conhece o público em questão, fica mais fácil definir um cálculo de horário mais certeiro para a chegada. Tudo influencia, da idade de quem lê até a popularidade de quem escreve. Portanto converse e fique esperto.

4. Não se deixe dominar pela emoção

Ah, essa é difícil! Empolgação, medo, nervosismo e euforia se misturam. A gritaria é generalizada. O povo entra em frenesi e em desespero, tudo ao mesmo tempo. Mas presta só atenção: embora ninguém vá te pedir para virar um robô, manter o controle das emoções é preciso. “Por quê?”, você pergunta. Ora, porque é de combinações assim que nascem as confusões.

Sabe, quando a porta abre e se corre desesperadamente sem enxergar nada nem ninguém adiante. Quando os autores passam e se avança para cima deles. Quando os gritos são tantos que não se escuta, muito menos absorve as instruções dadas. É isso que você quer evitar. Todos se beneficiarão com um ambiente agradável em que conhecemos gente nova, falamos sobre literatura e fechamos sem dores de surpresas desagradáveis como acidentes e cancelamentos.

5. Esteja preparado o momento do encontro com o autor

Foram dias, semanas, de repente meses espera. Está na hora de curtir. No lugar de um simples “Se joga!”, que nem sempre é tão simples, resta reconhecer que às vezes o nervosismo é tanto que a gente não sabe o que fazer, que dirá o que dizer. Então podemos dizer que a fase final é sonhar. Permita-se imaginar como será. O que você quer dizer? Consegue se comunicar diretamente com o autor? Precisa de mediação? Responda a si mesmo.

Não se preocupe com grandes discursos. Pode ser que nem dê tempo para tanto no final das contas. Foque no essencial, naquilo que sempre quis dizer, e ficará bem. Vai ficar tudo bem. Você chegou até aqui. Ah, se joga! Agora é curtir.