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A Bibliotecária — Logan Belle

A Bibliotecária já foi traduzido para mais de 10 idiomas. Trabalho de Logan Belle, pseudônimo de Jamie Brenner, é mais um dos romances eróticos de uma moradora de Manhattan que já atuou como scout, publicitária e agente literária.
Regina Finch acaba de chegar a Manhattan para realizar um de seus sonhos: trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Tímida, discreta e recém-formada, não há muito que ela espere conseguir além de um bom desempenho no novo emprego e no relacionamento com a colega de apartamento. Isso até o surgimento de uma pessoa capaz de mudar todo o ruma da vida pacata que provavelmente estaria à frente.
Mais do que qualquer coisa, o jovem fotógrafo investidor da biblioteca Sebastian Barnes desperta desejos até então desconhecidos para Regina. Rico, lindo, talentoso e, claro, cobiçado, ele representa a chave para um mundo de luxúria que passa a envolver a bibliotecária a cada dia mais profundamente. Jogos de poder e sedução surgem, mas poderão os dois lidar com os sentimentos provocados por sua relação?

Ela sempre quis ser bibliotecária. Queria estar cercada do cheiro de livros; queria ser responsável pelas filas intermináveis de prateleiras organizadas, pela catalogação meticulosa; queria ajudar pessoas a descobrir o próximo grande romance que leriam ou o livro que as ajudaria a fazer a pesquisa que lhes daria um diploma ou resolveria uma charada intelectual. Sabia disso desde pequena e nunca perdera o foco.

Com narração em terceira pessoa, o livro basicamente conta a história de uma mulher insegura com sua primeira experiência real com um homem. Uma criança no corpo de uma adulta e um projetinho de ditador tentando convencer de galã. Rá! Eu diria que a escolha da protagonista não foi muito feliz, mas podem me chamar de louca. Afinal, quem não sonha com alguém lhe pondo no pescoço uma coleira (literalmente!), que atire a primeira pedra *ironia*.
Regina é apresentada como recém-formada, vinda de uma cidade que lhe proporcionava uma vida de poucas emoções com a mãe exigente, emocionalmente dependente e nada a favor de relacionamentos. Minha percepção da personagem mudou em pouco tempo, vendo-a ir (sem escalas) de aparentemente focada, minimamente ajuizada,  a alguém facilmente maleável, com senso crítico bastante afetado. A mulher exala ingenuidade por todos os poros e faz tudo o que um desconhecido manda sem questionar enquanto avança com ele numa relação BDSM sem ter a menor ideia de no que está se metendo.
Sebastian é manipulador. Em nada convenceu no papel de apaixonado, especialmente depois de tanto tempo calculadamente distante. Mas quer saber de uma coisa? Ele convenceu como fotógrafo. Essa parte acertou bem o alvo da mesma forma que o estilo da autora. “Só” faltou realidade, estrutura na história. 
Temos personagens secundários divertinhos. Não todos, apenas alguns que distraem. É um alívio, para dizer a verdade. Não que eles sejam melhor trabalhados, mas ainda é legal vê-los. Pelo menos a atenção não estava neles, o que torna mais fácil relevar eventuais chatices.
A cereja do bolo é o livro não levar a lugar nenhum. ´Chega a ser irônico dizer que isso sim é o fim da picada, pois não ter fim definido. A gente lê, lê, lê… Depois, cara de tacho. Chega a ser melhor trabalhar com a ideia de que a autora se perdeu e deixou o resto da história em algum lugar por aí.
Título original: The Librarian
Número de páginas: 288
Editora: Record

5 Comments

  • Izabela Fernandes
    12 de agosto de 2013 at 20:34

    dá até pra supor que a autora quis escrever um livro para vender, por que qual amante de livros já não sonhou em ser uma bibliotecária uma vez na vida? Acredito que livros que abordam o tema BDSM são muito mal construídos ainda, pelo menos os que chegam aos olhos da massa. Nunca me interessei pelo gênero e ó tive a experiência catastrófica com 50 Tons… Apesar disso, ainda acho que é um gênero que promete muitos livros ainda!

    Sua resenha me salvou de um livro a mais na lista, obrigada hahaha

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  • Suélen Rodrigues
    12 de agosto de 2013 at 23:31

    Li esse livro e queria matar os personagens logo nas 50 primeiras paginas!!
    Muito mal construído e os personagens principais não me convenceram nem um pouco, a menina q lê muito parece uma mocinha do século passado que não sabe nada de nada. O cara um pé no saco q em nem um minuto me convenceu q sentia algo por qq pessoa além dele mesmo!
    Só sei q qdo terminei de ler senti que tinha perdido tempo!
    Sua resenha me passou a mesma frustração que eu senti tbm.
    =D

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  • Juliana Pires
    14 de agosto de 2013 at 22:05

    Pelo que você diz sobre o livro dá a impressão de que a autora quis escrever qualquer história para conseguir dinheiro nessa onda de livros eróticos que virou moda nos últimos tempos. Como uma personagem muda completamente de personalidade assim, de centrada a cachorrinha de alguém, eu não suporto mais essa coisa de mulher/garota inocente e cara milionário e pervertido, até agora não li nenhum livro assim que fosse bom.

    bjs

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  • Rafaela.
    15 de agosto de 2013 at 00:25

    Nunca chamou de fato a minha atenção e agora eu quero distância. Hahahaha
    Parece mais um daqueles livros clichês que tem por aí e eu ainda não entendo como um cara desse pode ser galã ou algo do tipo. =/
    Sua resenha ficou incrível – como sempre, não é, querida!

    Beijocas, Kim!
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

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  • Deborah Cereja
    30 de janeiro de 2014 at 21:39

    Eu costumo ler livros com essa temática e achei este o pior. O título me chamou bastante a atenção e fiquei otimista, pensando se tratar de uma história inovadora, mas me enganei ao constatar que não passa de uma variação muito mal contada de 50 tons. O livro é único volume e ao terminar a leitura pensei seriamente que tinha ocorrido algum erro e que estava faltando uma boa parte da trama. A autora podia ter escrito mais algumas páginas, porque se o objetivo dela era construir uma estória enxuta e resumida errou feio, pois deixou várias situações inacabadas e o leitor que se vire para imaginar o final. Como seria a repercussão do lançamento do livro com as fotos de Regina? Qual seria a reação da mãe super protetora de Regina, que nem soube que, poucos meses após se instalar em Nova York, sua filha se envolveu com um cara rico, bonito e que a introduziu num mundo sombrio? Como seria a vida do casal depois do provável sucesso de Regina? E o futuro dela como bibliotecária? Conseguiria o emprego na livraria que havia colocado currículo? Sebastian continuaria sem falar com seu pai até o final de seus dias? Se eu for continuar com os questionamentos é bem capaz de escrever uma continuação para o livro. Enfim, espero ter ajudado com a minha humilde opinião.

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