Emma Ward
tem 19 anos e está perdida.  Sua vida se
resume a uma mãe distante e trabalho duro no colégio, mas, quando se forma, ela
se dá conta de que não conhece ninguém realmente. Nem a nenhum amigo — os quais
ela não tem — nem a si mesma. 
Sem saber o
que fazer com seu futuro, ela decide sair de Toronto e passar algum tempo com
sua tia Daisy, uma mulher divertida e de espírito livre, que acaba por se
tornar uma verdadeira amiga e conselheira para Emma. A pequena cidade de
Riverview dá a ela pessoas maravilhosas às quais pode chamar de amigos,
ajuda-a a se conhecer e se encontrar e, além de tudo, a coloca frente a
Nicholas Shaw. Ele é diferente de todos os garotos que Emma já conhecera —
não que ela já tivesse se relacionado muito com um. Ele é doce, gentil, alegre
e apaixonado pela vida. A vida de Emma parecia finalmente ter entrado nos
eixos, até que o inesperado acontece e Nicholas descobre ter leucemia.

Tive acesso ao livro participando do book tour, depois de ler e reler várias vezes a
sinopse no goodreads. Marie criou uma história doce e carismática, com uma
escrita fácil, capaz de deixar os leitores confortáveis e tornar a leitura
fluida. Amei todos os personagens. Emma, apesar de confusa no início, cresce
muito e de forma gradual durante todo o livro, mostrando que, mesmo amando
Nicholas e estando com ele todo o tempo, a situação não é fácil e sofrer é inevitável.

É difícil
falar de um livro que você gosta muito. Depois que os acontecimentos iniciais
são apresentados e a história entra num ritmo que não me deixou largá-lo, eu já
sabia mais ou menos na metade dele que acabaria se tornando um dos meus
favoritos. O modo como ele saiu um pouco do que eu espero de livros do gênero,
o jeito como eu me peguei suspirando pelos cantos e lendo várias vezes o mesmo
trecho foi incrível.
E o que dizer
do casal Nicholas e Emma?  Ele era
incrível, absolutamente incrível, embora não fosse perfeito. O relacionamento
deles foi acontecendo aos poucos, crescendo e se tornando mais profundo, e
ainda assim eu não consegui enxergar a típica dependência extrema que um dos
lados costuma desenvolver. Tiveram algumas frases melosas, algumas coisas que eu
definitivamente não concordava, mas felizmente nada capaz de me irritar, então
acabei aceitando e me acostumando com a ideia.

Blue Sky
Days foi meu sucessor para Cante Para Eu Dormir, que me fez chorar e me deixou querendo mais. Apesar dele
próprio não ter me arrancado lágrimas, definitivamente me emocionou tanto quando
o livro de Angela Morrison.