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[Resenha] Cante para eu dormir — Angela Morrison

Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bulling e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a solista coro de meninas de Ann Arbor e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida. Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não o merece, mas quer experimentar, mesmo estando a milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles. A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura.

“O amor pode acompanhar seus pensamentos para sempre.

           Como uma linda canção. 
                     Repleta de saudades.”
Nesse momento estou bem aqui enxugando meus olhos e tentando me recompor. Chorei por três capítulos no final de “Cante Para Eu Dormir”. Uma história linda que fala de amor, encontro e identificação.
Bethie começa a história como o patinho feio, ou melhor, A Fera. As coisas para ela não são fáceis. Esqueça os casos de bullyng que você vê por aí. O que acontece com ela é provavelmente muito pior. Como é de se esperar, com tudo isso, sua auto-estima não é das melhores — o que ainda assim não a torna uma personagem depressiva. Ainda existem coisas boas em sua vida. Sua mãe, Scott e o “Cantoras da Juventude Bem Aventurada”, que lhe garante o direito de aproveitar sua paixão pelo canto. Tudo que ela sabe fazer é cantar, e faz isso como ninguém.
É cantando que ela encanta Derek, mesmo sem saber, e é praticamente em torno disso que sua vida gira depois. Ela conhece esse garoto misterioso online, que pertence a um coro famoso e renomado e pode vir a competir com ela na Suiça; que diz ter ouvido sua voz no site do coro ao qual ela pertence e quer conhecê-la. Convencido. Cheio de si. Arrogante. Todos esses adjetivos passam pela cabeça de Beth no primeiro contato deles.
A ida à Suíça, no entanto, muda completamente sua vida e seus pensamentos sobre esse garoto. Meadow junto à sua poderosa mãe e outras garotas do coro trabalham para transformá-la na Bela, para fazer uma mudança radical e deixá-la milagrosamente bonita para aparecer como solista na competição. Para a surpresa de todos, é isso o que acontece. Bom, pelo menos quando Beth se arruma e usa maquiagem, como ela mesma admite, mas quem não precisa desta poderosa aliada de vez em quando, não é mesmo?
Finalmente parece que ela vai conseguir tudo o que precisa e quer. Nem é muito: apenas não assustar mais ou afastar as pessoas. Contudo, ela assusta Scott, seu velho amigo de infância. Scott a ama pelo que é, e parece ser o único a não aprovar sua mudança. Beth também não é completamente imune a esse nerd fofo e que fica cada vez mais bonito. Mesmo assim, ela foge e se afasta. Ele é seu único amigo, não pode arriscar isso, pode? Afinal, ela só tem a ele e sua mãe. Pelo menos até encontrar Derek.
Doce, divertido, lindo, carismático e persuasivo, Derek é um verdadeiro sonho. Ele fica com Beth num momento difícil e parece sentir sua alma, porque é isso que ela coloca em sua música. E ele sente completamente sua música. Beth não pode entender o que ele vê nela. O banco de Genebra, ele ficando com ela… Nada parece real. Ele realmente quer estar com ela e ela mal pode acreditar, porque também quer estar com ele.
Então as coisas começam a se complicar. Depois de um curto tempo no exterior vivendo um sonho e de uma despedida que ela ainda espera que não seja um adeus, ela está de volta. Scott está lá também, pronto para pôr os assuntos que ficaram pendentes antes da viagem em dia. Pobre Scottie. Como ele saberia que tudo iria mudar? Logo Derek está de volta também. Ele continua com Beth, embora sempre enigmático e evasivo. Beth não entende o motivo de tantos segredos, o motivo dele não confiar nela, mas não o pressiona. Ou tenta não pressionar. Ele é um sonho.
O foco é totalmente o romance — o que nesse caso envolve a música também. São lindos momentos de Beth e Derek, algumas brigas e os misteriosos desaparecimentos dele. Além, é claro, do Scott sempre ali, sendo um amigo sem igual, persistindo e amando Beth. Não tem como escolher por qual torcer. Não se trata de um simples triângulo amoroso.
De repente vem o baque. Algo que acho que dá para deduzir um pouco conforme se avança com a leitura. Só não imaginava o que realmente era. Foi nesse ponto que as coisas mudaram. Mesmo discordando e tendo achado desnecessárias todas as mentiras de Derek, eu entendi todos os seus motivos. Beth também entendeu. E eu manchei as páginas com minhas lágrimas.
No final de tudo ela aprendeu muito. Eu vi o tudo que ela aprendeu e amadureceu. E como prometido, Scott estava ali, como sempre disse que estaria. Como sempre esteve. A antiga Beth não estava mais. A nova era bela, por dentro e por fora. Era mais completa.
Um livro, lindo, lindo, lindo, sensível e tocante, com um final mais que digno. Um livro recheado de poesia, música e emoção. Recomendar é pouco.

“Vou para a repetição do refrão e enxergo a platéia com nitidez. Estão comigo, lágrimas riscam seus rostos, e eu percebo que também estão à procura. De beleza. De amor. De vida. Encontrei tudo isso quando Derek segurou minha mão e disse: ‘Você canta para eu dormir’. Eu sei o que é beleza agora, por causa dele. Sei o que é o amor graças a ele. Sei que posso ser forte.”

—Beth, capítulo 33.

Nome Original: Sing Me To Sleep.
Editora: Pandorga.
Número de páginas: 353.

2 Comments

  • Jups
    7 de fevereiro de 2012 at 19:46

    Opa, oi Kim!
    É complicadão falar sobre esse livro, passei a obra inteira tentando adivinhar o que seria, e no fim levei aquele susto.
    Achei lindo, porque a autora falou de um coral que realmente existe, de situações que não são extremamente impossíveis ou marketizadas. Achei linda a história e chorei bastante, mesmo já estando acostumada a fins do tipo!
    Muuito bom esse livro, né?
    Beijos,
    Jups | Up Sagas

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  • Fátima Menezes
    17 de fevereiro de 2012 at 00:42

    Oi, Kim!

    Encontrei seu blog e agora o estou conhecendo melhor. Estou adorando tudo! 😀

    Tenho muita curiosidade em relação a certos títulos da Pandorga. Não resisti e comprei Quase Mortos. Não me arrependi. Tenho muita vontade de ler Cante para eu dormir, entre outros volumes. As resenhas que leio sobre Cante para eu dormir são simplesmente maravilhosas. Só elogios. Deve ser uma ótima leitura.

    Beijos,

    Fátima Menezes – @fatimamd
    http://recantodecaliope.blogspot.com

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