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[Resenha] Doce Procura — Kevin Alan Milne

Além de Doce Procura, Kevin Alan Milne é também autor de Paper Bag Christmas, The Nine Lessons e The Final Note. Natural de Portland, EUA, tem MBA pela Universidade do Estado da Pensilvânia.
Após uma vida sem economias no que diz respeito a tragédias, não é de se admirar Sophie Jones, mesmo dona de uma loja de doces, ser um tanto amarga. Vinte anos atrás, ela, que agora alcança os 29 anos, viu a família morrer num acidente de carro. Nada foi um mar de rosas a partir daí, mas quando seu noivo a deixa pouco antes da chegada do casamento, a situação se agrava.
Bem no dia de seu aniversário, o ex-noivo fujão, Garret, volta cheio de vontade de falar o que já deveria ter dito tempos atrás. Porém, Sophie agora é uma mulher que não acredita nem no amor, nem na felicidade plena. Uma mulher que vende Biscoitos do Azar amargos e com mensagens melancólicos bem em sua loja. Não, ela não está afim de papo com o ex, obrigada. Mesmo assim, parece que Garret está mesmo extremante disposto a conseguir uma chance de conversar. Isso se prova verdade quando o rapaz topa o desafio proposto por Sophie: encontrar, através de um anúncio do jornal, pessoas capazes de se afirmar felizes e de provar que a felicidade duradoura existe. Caso Garret consiga, o prêmio é um encontro com Sophie. Talvez, mas só se tiver muita sorte, ele até a consiga de volta.

Você tem uma recordação boa, oprimida por recordações ruins.

Quem não gosta de doces, não é mesmo? Eu com certeza gosto, por isso ler Doce Procura e  notar que o mesmo é doce no título E no conteúdo é, na falta de palavra melhor, delicioso. Acabei me pegando pensando que é assim que a vida deveria ser. Depois de terminar a leitura e ver que esse fenômeno de doçura realmente aconteceu, quase invejei Sophie. Quero dizer, é óbvio que minha vida é moleza comparada à dela, mas eu bem que gostaria ter minha vida narrada da exata forma como o autor fez nesse caso, em terceira pessoa, fazendo os impactos das maiores tragédias ao menos parecerem amenizados.
Kevin escreve sobre a realidade, mas essa me parece uma outra versão. Uma mais agradável, no mínimo. Os personagens são humanos, de fácil conexão, com quem a empatia vem naturalmente. A simplicidade vai de encontro ao peso das tragédias, transformando a digestão da história mais impactante emocionalmente. Dá uma sensação de amadurecimento, e isso porque a conjunto da obra envolve de um jeito que, quando os personagens crescem, você também cresce; quando eles amadurecem, o mesmo acontece com você.
Sinceramente, acho que todos deveriam arriscar essa leitura. O grande perigo é se apaixonar. Existem mensagens sobre formas de encarar dificuldades, perdão, aceitação, afeto, família… E isso sem esquecer de envolver todos os personagens. Ninguém é esquecido. É ou não é um belo pacote? Meu biscoito da sorte diz: doce leitura. Volto a dizer para irem começar a de vocês. Já!
Título original: Sweet Misfortune
Editora: Record
Número de páginas: 320

2 Comments

  • Jacqueline Braga
    22 de outubro de 2013 at 18:19

    quanta doçura, e você sabe como gosto de enredos assim!
    Esse livro não chamava muito minha atenção, mas agora fiquei mega curiosa.
    Bjos
    http://www.mybooklit.com

    Reply
  • Taís Inácio da Silva
    3 de novembro de 2013 at 16:49

    Ai que fofura!! Parece mesmo ser um livro super gostoso de se ler!!
    Uma doçura!!
    Ótima dica!!

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