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[Resenha] Drinques Para Três — Madeleine Whickham

“Drinques para três” é assinado pela britânica Madeleine Wickham, que tem publicados no Brasil os títulos “Quem vai ficar com quem?” e “Louca para casar”. Ela, porém, é mais famosa por seu pseudônimo Sophie Kinsella, sob o qual escreveu, entre outros, os populares como “Fiquei com seu número”, “A lua de mel” e, claro, a popularíssima série “Beck Bloom”, que teve o primeiro volume adaptado para os cinemas em 2009.
No primeiro dia de todo mês, três jornalistas se reúnem num bar para alguns drinques regados a pessoalidades, fofocas e assuntos da revista na qual trabalham. Roxanne é a independente e bem-resolvida. Maggie é a bem-sucedida. Candice é a jovem, a meiga, a idealista. Tudo isso é verdadeiro. Tão verdadeiro quanto o fato de que essas amigas escondem alguns segredos umas das outras.
O lado de Roxanne que as outras não conhecem tão bem é o que ela ainda  se prende à esperança de que o homem casado com o qual ela se relaciona há anos deixe a família. Maggie tem um bom marido e uma tão bela como nova casa de campo, mas se vê aterrorizada com o fim da gravidez e a perspectiva de se tornar mãe. Mas é justamente Candice, com seu enorme coração, que se vê numa posição difícil quando alguém do passado ressurge trabalhando no bom e velho Manhatthan Bar, despertando nela a necessidade de pôr os pingos nos “is”. A questão é que essa, para ela, é a chance de fazer justiça. Para o trio, o que reviravoltas que virão em consequência podem representar o desequilíbrio permanente da relação.

Os clientes eram pouco silenciosos; em sua maioria, cavalheiros de meia-idade com acompanhantes bem mais jovens. Na ocasião, Candice, Roxanne e Maggie, numa atitude despudorada, pediram uma rodada de coquetéis. Seguiram-se outras rodadas de drinques e, antes do final da noite, elas haviam concluído, entre crises de risos, que o lugar tinha um charme inusitado e por isso merecia ser frequentado. Assim nasceu o clube do coquetel mensal.

Esse é sobre amizade, amor, expectativas, anseios e medos. É uma narrativa da vida moderna, mais especificamente da mulher moderna, em diferentes fases, com variados desafios. É um trabalho fluido, leve pela apresentação, porém sério no que trata. Não restam dúvidas de que foi a mistura ideal.
Essa será aquela leitura que irá te entreter, embora não faça rir. É importante destacar para os fãs do estilo de Sophie Kinsella que Madeline Wickham segue uma vibe diferente. Se eu tivesse que escolher, o pseudônimo sairia perdendo. É muito mais fácil para mim ser cativada pela sobriedade encantadora presente na maturidade desse livro. Numa deliciosa narração em terceira pessoa, conhecemos personagens que poderiam estar ao nosso lado, em nossa casa, trabalho etc., transformando temas do cotidiano em algo digno de holofotes.
Com a aposta na verdade de nossa complicada simplicidade de cada dia, é simplesmente encantador acompanhar as diferentes personalidades das protagonistas, assim como os erros e aprendizados de cada uma delas. “Drinques para três” não é nada de outro mundo. Não virou um dos meus favoritos. Ainda assim, tem lugar especial no meu coração. E adivinhe só? Sei que não sou nem serei a única a poder dizer isso.
Título original: Cocktails For Three
Número de páginas: 351
Editora: Record

1 Comentário

  • Jacqueline Braga
    7 de novembro de 2014 at 18:19

    Oie Kim
    eu amo a Sophie, e não tinha lido nada dela sem o pseudônimo. Gostei bastante de Drinques, talvez poque traz uma realidade que combina mais com aquilo que eu vivencio, e dessa forma pude me colocar no lugar das personagens.
    Resenha impecável como sempre
    bjos
    http://www.mybooklit.com

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