“A rainha da neve” é um dos sete romances do americano Michael Cunningham. Professor da Universidade de Yale, o autor recebeu por “As horas” prêmios como o PEN/Faulkner, Pulitzer e Stonewall Boook Award.
Nesse livro, acompanhamos as buscas pessoais de Barrett, Tyler, Beth e Liz . Entre perda de amores, drogas, doenças e necessidade de autodescoberta, os quatro seguem na busca pela descoberta dos grandes sentidos que permeiam vida.

Um instante atrás, estava sem foco e mordaz, mas agora – após uma rápida inalada de pura magia – ele é todo acuidade e verve. Despiu a própria fantasia, e seu genuíno figurino de si mesmo lhe cai à perfeição.

Das minhas leituras recentes, essa foi uma das mais sofridas. É sofrido até neste momento, enquanto digo (escrevo?) isso, porque não é algo que eu esperasse sequer remotamente. Eu estava preparada para amar. Estava pronta para finalmente pôr um livro na lista de favoritos no segundo semestre de 2015, mas o efeito foi oposto.

Com “A rainha da neve”, Michael Cunninham exala pretensão. Esse monstrinho existe nos diálogos, na narrativa, na construção da trama. Esse é um livro pesado, embora não no sentido positivo de ser denso, complexo, desafiador. Em mim, só o que ele desafiou foi a paciência.

A sensação de estar lendo um esboço foi frequente. Há poucas coisas capazes de despertar empatia ou ainda cativar quem lê, Os personagens não se desenvolvem o suficiente, O “nada”, além de frequente vagueia de um lado para outro do início ao fim.

“A rainha da neve” traz uma grande distância entre objetivo e resultado. É frustrante para mim, pode ser frustrante para você também, mas o que mais me intriga é o autor. Um passarinho mandou avisar que o complexo da simplicidade é amarrar as pontas em prol da sustentação.

Título original: The Snow Queen
Número de páginas: 252
Editora: Record
ISBN: 9788528620313