Se
apaixonar já é uma coisa muito complicada, ainda mais se apaixonar por alguém
que está morto. Mas essa historia é bem diferente da do casal Jesse e Suze de
Meg Cabot. Além do probleminha da vida interrompida de Sinclair, Dice ainda tem
que lidar com o fato dele ter tomado posse do corpo de sua prima.

Swoon é um
livro… diferente. Acho que posso escolher essa palavra — para não ter que
dizer estranho ou até mesmo bizarro. Com as pitadas certas de ação e
sobrenatural, é também interessantíssimo, apesar de ser um pouco confuso em alguns pontos. A história
se passa na cidade que dá nome ao livro, na qual tudo é calmo e aparentemente
normal. A população tem orgulho da história local e todos – todos mesmo —
adotam um apelido que substitui seus nomes. Candice, ou melhor, Dice, cai de
pára quedas ali, vinda direto de Nova York. Naturalmente ela estranha um pouco
o local, mas a doce e bondosa Pen, como ela descreve sua prima que eu não
achei nem tão doce nem tão bondosa assim,  se
torna quase uma irmã e a coloca em seu círculo social, fazendo-a se sentir mais
em casa.

Num dia de outono, quando as duas estão…bem…”doidonas”, Sinclair Youngblood Powers aproveita sua primeira chance em séculos e entra no
corpo de Pen quando ela cai de uma árvore. Não demora muito para que Dice
perceba o que aconteceu com sua prima e o fantasma, mas o que fazer se desde a
primeira vez que o vê ela se apaixona?

A cidade
então vira de cabeça para baixo e coisas que deveriam permanecer enterradas vêm
à tona. Sinclair não interfere somente na vida de Dice e Pen, mas na de todos
em Swoon. Depois de ter sido condenado injustamente pela morte de sua esposa,
seu único propósito é se vingar, mesmo que os verdadeiros culpados pelo que
aconteceu a ele não existam mais. Afinal, para que existem os descendentes?

Gostei
muito do estilo de narrativa da Nina, que me fez amar o livro logo no início. Verdade,
existem alguns furos e fatos mal explicados ou
mal detalhados, mas nada capaz de estragar alguma coisa. Dice, nossa
narradora, é uma personagem forte e madura. Ela tem consciência dos seus “dons”
e tenta lidar com eles da melhor forma possível. Gostei dela, apesar de não me
identificar muito. Ela faz besteiras demais. Gostei do fato de ela admitir para
si mesma que está apaixonada por Sinclair e ainda assim não ter se tornado uma
completa idiota. Mesmo que ela se julgue responsável por coisas demais e tenha
sido totalmente cega quanto à primeira mentirinha do bad boy de três séculos
atrás — que resultou num corpo de verdade para ele — ela é uma protagonista
inteligente. Os personagens em geral foram muito bem descritos e formados. Gostei especialmente da Ruby, amiga de Dice.

Percebam
que o selo é Galera e não Galera Record, ou seja, é destinado a um público um
pouco mais velho. Não é à toa. Em algumas horas me senti desconfortável com as
cenas de drogas e grande tensão sexual, não pela cena em si, mas pela forma
como era encarada pela narradora. Era como se eu visse tudo pelos olhos dela e
enquanto ela achava normal eu achava totalmente errado. Mas, é claro, isso é
pessoal.
Fiquei um
pouco frustrada com o final, verdade, mas espero sinceramente que Swear com sua capa extremamente linda me surpeenda.

Nome original: Swoon
Editora: Galera
Número de Páginas: 364