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Jessica Rules the Dark Side

Bem, o lançamento infelizmente ainda está bem longe. É, está previsto para o dia 9 de fevereiro de 2012. Mas… a autora disponibilizou recentemente o prólogo, além de um recado para os fãs. Confira abaixo:

Oi Gente!

Primeiro de tudo, eu quero agradecer a paciência de todos vocês que estão ansiosamente esperando por Jessica Rules the Dark Side. Semana passada, eu fiquei tão surpresa quanto vocês quando soube que, apesar de programado para o “Outono”, a data atual de lançamento do livro não será antes de Janeiro de 2012. Por isso, eu vou garantir que vocês tenha algumas prévias e muitas chances de ganhar cópias antecipadas do livro, partes do meu manuscrito original, e outras coisas muito boas nos próximos meses.Eu tenho muitas coisas planejadas e espero fazer a espera divertida – e intrigante! Eu também espero que vocês gostem do prólogo, e eu avisarei a vocês quando liberar outras prévias do livro. (eu sei que muitos de vocês estão ansiosos para ver o que o Lucius tem a dizer…) Obrigada novamente por todo o apoio de vocês!! Eu me sinto uma pessoa muito sortuda por meu livro ter tantos fãs maravilhosos Beth

Cuidado, o campo abaixo está recheado de spoilers.

Prólogo

“Mãe?” A neve formava redemoinhos ao seu redor, e ela estava parada de costas para mim, o corpo envolto em uma manta vermelha brilhante. Carmin…a cor de Mihaela. A rainha que uma vez governou os Dragomir parecia um borrifo de sangue contra a imensidão branca, e ainda assim ela era tão forte e substancial quanto às pedras pontudas dos Cárpatos que se erguiam das solitárias montanhas Romenas onde nós sempre nos encontrávamos. Eu dei um passo na direção dela, sem conseguir entender. Porque ela não se vira para me cumprimentar? “Mãe?” Então Mihaela Dragomir virou-se, o rosto obscurecido pela manta. E em suas mãos ela segurava um objeto, algo que ela pressionava contra o seu peito da mesma forma que uma freira seguraria uma cruz. Mas Mihaela não é uma humilde, irmã devota e essas coisas…e o objeto não era uma relíquia sagrada. A estaca…a estaca manchada de sangue… A estaca do LUCIUS, que ele usou para destruir o seu tio – e que uma vez ele esteve perto de usar… “Não! Nunca!” Debatendo-me, lutando contra algo que parecia ser pressionado contra o meu peito, eu lutei para me sentar e abrir meus olhos para ver a luz do fogo na lareira, tremeluzindo contra as pedras, e por um segundo eu não tinha certeza de onde estava. Gradualmente, reconheci as coisas ao meu redor. Eu estava na casa do Lucius – Nossa casa. Em nossa cama. Aquela pressão em meu peito…não era…era apenas o pesado cobertor que sempre usávamos em seu – Nosso – enorme e frio quarto, apesar do fogo acesso na lareira. Respirando profundamente, eu estiquei meus braços e coloquei minha mão em seu ombro, tranqüilizando-me que estava tudo bem. Enquanto Lucius estivesse comigo, eu ficaria bem. Ainda assim, imagens do pesadelo voltaram rapidamente. A estaca que eu não vi desde a noite que Lucius pressionou suas presas contra a minha garganta e me transformou em vampira… Porque eu sonhei com isso? E porque a minha mãe biológica – que nunca me faria mal – estava segurando a estaca? Eu comecei a sonhar com a Mihaela na Pensilvânia e aqueles sonhos tornaram-se mais frequentes desde que me casei com o Lucius e me mudei para a Romênia. Era como se a minha mãe, destruída pouco depois do meu nascimento, estivesse tentando me proteger na medida em que eu tento seguir os seus passos e me tornar uma governante, confiando em um diário que ela deixou para me ajudar. Um presente de casamento póstumo para me guiar enquanto aprendia a ser uma princesa. Meu coração começou a bater forte novamente. Eu estava aprendendo? Eu estava tentando… Remexendo-me embaixo do coberto, me movi em direção a Lucius na enorme cama- onde, uma vez ele me confessou, que os anciões Vladescus esperavam que ele tirasse a minha vida, convenientemente retirado sua noiva Dragomir do poder e permitindo que os Vladescus tivessem o domínio incontestável sobre ambas as famílias. Eu chutei o cobertor, e meio que nadei embaixo dele, de repente impaciente para estar perto de Lucius. Tudo na casa dele – NOSSA casa – às vezes parecia tão grande. Incluindo as responsabilidades. Lucius dormia de lado, de costas para mim, e eu me pressionei contra as suas costas, sentindo a frieza do seu corpo. Eu compartilhava essa frieza, também, desde que ele me mordeu, selando nosso destino e um pacto feito há décadas atrás que decretava nosso casamento com o interesse de parar a guerra entre as nossas famílias. Pressionando-me para mais perto do meu marido – como isso ainda soava esquisito – eu ouvi sua respiração, que sempre me acalmava quando eu ficava nervosa. Lucius não estava assustado. Ele governava os clãs muito bem. Isso era para o que ele tinha sido criado. Ou será que ele se preocupava, às vezes? “Lucius?” Eu me levantei apoiando-me em meu cotovelo e o sacudi gentilmente, precisando ver os seus olhos escuros e ouvir sua profunda, tranqüilizante voz. “Lucius?” “Sim…sim?” ele murmurou. Ele rolou de costas e virou-se para mim embaixo das cobertas, que eram caras e duras e me faziam sentir falta dos macios e quentes lençóis da minha cama na Pensilvânia. Mas como uma princesa poderia pedir por lençóis? “Sim, Jessica…?” Descansando minha mão em seu peito, eu o senti subir e descer lentamente e pensei que ele, provavelmente, ainda estaria dormindo. Ainda assim, eu não pude evitar de perguntar sussurrando, para que os guardas do lado de fora da porta do nosso quarto não pudessem ouvir, “O que significa um vampiro sonhar com uma estaca?” Lucius não respondeu, e me dei conta de que ele , definitivamente, estava dormindo – provavelmente exausto por passar mais um dia lutando para unir nossas obstinadas famílias – então eu me deitei, aninhando-me nele novamente. Em resposta a pressão do meu corpo, ele se virou e me puxou para perto, então pude sentir todo o comprimento de seu poderoso corpo de guerreiro contra o meu, como um escudo protetor. No topo das montanhas da Romênia, no coração do castelo que eu, supostamente, governava, mas onde eu ainda me perdia em seus corredores confusos, a noite ficou muito tranqüila. Até mesmo o fogo crepitante pareceu se acalmar. Depois de alguns minutos me forçando a esquecer o pesadelo, eu estava quase adormecendo, quando de repente Lucius murmurou, quase como um sussurro, seu hálito frio contra o meu pescoço, “Traição.” Eu fiquei rígida em seus braços. Ele estava respondendo a minha pergunta ou estava preso em seus próprios sonhos? Seus próprios pesadelos? Mesmo que fosse a última opção, não era exatamente reconfortante. Será que meu marido tem deslealdade, traição – em seus pensamentos? E Lucius, como qualquer outro vampiro tem um grande respeito pelos sonhos… “Traição.” Eu pronunciei a palavra em voz alta, tentando ter certeza que era isso que tinha o ouvido dizer. “Traição.” Ao som da minha voz, que era suave, mas audível o suficiente para quebrar o profundo silêncio da montanha, Lucius, pareceu ficar inquieto, fechando seus braços fortes e marcados por cicatrizes, fortemente ao meu redor, prendendo-me contra o seu peito. Peguei sua mão e puxei-a para me dar um pouco de espaço para respirar. Apesar disso, ele não me soltou, e tentei movê-lo mais uma vez. Contra as pontas dos meus dedos pude sentir outra cicatriz profunda – um X em sua palma que o marcava como meu, feito na nossa cerimônia de casamento – e a aliança de Lucius em sua mão esquerda. Sua mão dominante. A que ele usou para manejar a estaca quando me segurou de uma forma diferente, nesse mesmo castelo, apenas alguns meses atrás. Prólogo traduzido por Polyana da equipe Sobre Livros

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