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[Resenha] As Confissões das Irmãs Sullivan — Natalie Standiford

“As confissões das irmãs Sullivan” é o segundo livro da americana Natalie Standford publicado no Brasil. Antes dele veio “Como dizer adeus em robô”, também pela Galera Record, considerado pela Kirkus Review o melhor Young Adult de 2009.
Parece que algum Sullivan andou ofendendo a matriarca da família — e, como se pode imaginar, isso não tem como acabar bem. Acontece que ela representa praticamente toda a renda que eles tanto apreciam, fato que torna sua decisão de riscá-los de seu testamento imensamente mais desesperadora. Porém, antes que possam dizer “E agora, quem poderá nos defender?”, lhes é oferecida uma última chance de redenção. A situação é delicada, mas as opções são A) Aceitar a oportunidade talvez ser reintegrado ao testamento; ou B) Acabar sem um tostão furado. 
Tudo que o ofensor precisa fazer é se revelar em uma carta até a data determinada. As irmãs Norry, Jane e Sassy, tão pouco dispostas a abrir mão da fortuna quanto os demais parentes, sabem que não há escapatória. Cada uma tem motivos de diferentes naturezas para acreditar ser a responsável pela afronta à Poderosa Lou. Assim é aberta a temporada de confissões. Amor, ódio, vida e morte se escondem junto aos segredos guardados até então. E se tratando das irmãs Sullivan, nenhum deles é grande ou pequeno demais.

Mesmo se eu quisesse, não seria capaz de me espremer de volta para dentro do globo de neve antigo onde todo mundo queria que eu ficasse. O vidro já havia se quebrado.

 Você já leu algo pura e simplesmente por causa do autor? Pois eu, sim. Foi por considerar “Como dizer adeus em robô” um livro tão bom que voltei a apostar em Standiford sem hesitar. Acontece nas melhores famílias, queridos, assim como  as decepções.

“As confissões das irmãs Sullivan” não vai nem muito longe nem muito fundo no que oferece. Em seu favor, digo que pelo menos ele parece nunca ter tido tal pretensão. Eis o que ele é: leve, divertido (para os que encaram com boa vontade) e irritante (quando certa personagem chata atendendo pelo nome de Sissy entra em cena).

A história é divida entre os relatos das três garotas. Começa com Norrie, a mais velha, a que pecou pelo amor, a responsável pela fração mais interessante de enredo. Depois vem Jane, a “louca”, ganhadora na categoria de personagem mais interessante. Por último, Sassy, imatura, exagerada, favorita ao prêmio popularmente conhecido como “Ah, minha nossa, tirem essa menina de perto de mim!”. Por mais distinto que seja, o trio compartilha a infelicidade de deixar pontas soltas na narrativa. Personagens potencialmente bacanas (alô, Poderosa!) não são tão explorados quanto poderiam.

Enfim, essa é a típica experiência que descrevemos como legal para logo depois emendar um “mas…”. Isso, claro, nunca desencorajou ninguém a tentar quando interesse sincero bate à porta. O único requisito é entrar nessa de coração aberto.

Título original: Confessions of the Sullivan Sisters
Número de páginas: 352
Editora: Galera Record

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