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[Resenha] O Tesouro da Encantadora — Caroline Carlson

Adorável que só, “O tesouro da encantadora” é o encantador primeiro volume da série “A quase honrosa liga de piratas”, da americana Caroline Carlson, mestre em escrita para crianças pelo Vermont College of Fine Arts. O próximo livro recebeu o título de “The terror of the southlands”. O lançamento nos EUA está previsto para setembro.
Hilary é filha de um almirante da  Marinha Real. Apesar de não ter interesse na chata vidinha regrada dos marinheiros, o mar sempre lhe teve grande apelo. Hilary quer se tornar uma pirata, mas parece que tudo o que esperam dela é que se torne uma bela mocinha da sociedade. Independentemente do quanto queira provar seus talentos como membro da Quase Honrosa Liga de Piratas, os sonhos da menina parecem não estar nem perto do aceitável.
Apesar das muitas habilidades de Hilary, a Liga não aceita garotas. Ao decidir se esquivar da ida para a a Escola de Aprimoramento da Senhorita Pimm para Damas Delicadas para ao invés disso se tornar pirata a qualquer custo, ela acaba participando da maior caça ao tesouro de todos os tempos: a busca pelos itens mágicos desaparecidos juntamente com a reclusa feiticeira Encantadora das Terras do Norte.

E por que ela não poderia ser pirata? Ela já era uma maruja melhor do que a maioria dos rapazes que trabalhavam na Marinha Real com seu pai, e se importava mais com duelos de espada e tesouros perdidos do que com costurar anáguas e ter bons modos. Até o almirante Westfield devia saber que uma escola para damas delicadas não era o lugar certo para ela.

Mais jovem, mais velho, não importa. Dê apenas uma brecha para “O tesouro da encantadora” e ele vai fisgar você. Eita infanto-juvenil divertido, doce e envolvente! Caroline Carlson conseguiu criar uma obra que conversa com as crianças sobre tabus, perseverança e limitações enquanto as joga numa aventura de atrair até os mais dispersos.

No Reino de Augusta existem gárgulas falantes, mistérios de cunho mágico, uma garotinha determinada a não poupar esforços até alcançar seus objetivos e ótimos personagens secundários. O livro é cheio de cartas, trechos de jornais, ilustrações etc., mostrando o poder dos recursos gráficos no proporcionamento de experiências mais palpáveis para os leitores. Não, não é sempre assim que acontece. Não é sempre que isso agrada. Esses são Carlson e seu ilustrador fazendo um excelente trabalho.

Sei velejar e remar, e sou capaz de nadar mais de um quilômetro sem parar. Sei amarrar todos os nós que já foram inventados, e alguns que ainda não foram. Consigo escalar adriças, interpretar mapas e estou disposta a lutar. Passei a minha vida inteira sonhando em ser pirata, e farei tudo o que for preciso, juro!

Ah, “O tesouro da encantadora” já está passando para a geração mais nova da minha família. O que é bom é para se compartilhar! É bom fazer pelos outros o que se gostaria que fosse feito por você mesmo. Se eu tivesse a idade dos meus primos e ainda não estivesse apaixonada pela literatura, certamente começaria por aqui.

2 Comentários

  • Mo
    2 de abril de 2014 at 13:55

    Que fofurinha de capa!
    Há tempos que não leio um infanto-juvenil, mas sou fissurada em animações; adorei o enredo, podia virar filme, né?! =P
    E que ótimo exemplo de prima você é! Pretendo ser assim com meus futuros sobrinhos (não tenho primos pequenos mais, rs)… pensando por esse lado, acho que preciso começar uma coleçãozinha de literatura infantil, hmm

    http://bloggerdamo.blogspot.com/

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  • Bianca Sampaio
    3 de abril de 2014 at 01:27

    Oi Kimberlly!
    Gosto muito do gênero infanto-juvenil, mas faz um tempo não leio nada do estilo, já estou sentindo falta. O Tesouro da Encantadora já está na lista!

    Beijos,
    http://www.epilogosefinais.com/

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