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[Resenha] Outro Dia — David Levithan

Quando os livro de David Levithan chegaram ao Brasil, nem todos já conheciam seu trabalho. "Nick & Nora" já estavam no catálogo da Galera Record há alguns anos quando o burburinho finalmente começou. Era a chegada "Will & Will" causando alvoroço; o primeiro livro com temática gay a emplacar na lista de mais vendidos, coescrito em parceria com John Green. Outras parcerias vieram: "Invisível",  "Naomi & Ely e a lista do não-beijo", "Me abrace mais forte" e o lançamento "O Caderninho de Desafios de Dash e Lily!". Três títulos de "trabalho solo" também foram publicados pela Galera, sendo dois deles "Garoto encontra garoto", e "Dois garotos se beijando". Nenhum, porém, me tocou tanto quando "Todo dia". Para mim, este é disparado o melhor livro do autor, que agora ganha sequência em "Outro dia".

 É chegada a vez de contar a história de Rhiannon, a garota que se apaixona por A e cuja vida é repleta de dramas e pesos. Um deles sendo o relacionamento abusivo no qual se encontra. Mas as coisas não estão prestes a se tornarem mais fáceis, já que A acorda num corpo diferente a cada dia, não importando lugar, gênero ou personalidade. Mas A já narrou sua história em "Todo dia". Este é o registro dos desafios de Rhiannon.

É aqui que acaba. É aqui que começa. Cada momento. Todo dia. É aqui que acaba. É aqui que começa.

É difícil para mim falar sobre "Outro dia" tanto quando de "Todo dia". David Levithan entrou para meu hall de autores favoritos com o primeiro. Quando achei que não poderia melhorar, se consagrou na posição com a continuação. Todos os meus medos de que o novo livro prejudicasse de alguma forma a experiência do primeiro foram reduzidos a pó. "Outro dia" é complemente, sim, mas também é forte sozinho. Anda com as próprias pernas. E, para meu alívio, é tão bom quanto.

Ler esse livro é encontrar páginas intensas, verdadeiras, capazes de gerar uma empatia tão grande que os personagens quase se tornam você. Este é um livro poderoso. Bem daquele tipo que fica com você por dias, meses, anos. Parte disso se deve à delicadeza com o qual é amarrado. Lê-lo é como admirar as pinceladas de um belo quadro.

A relação de A e Rhiannon se traduz de tantas formas nas vivências humanas. A situação deles é apenas um dos artifícios para mostrar a complexidade dos sentimentos e emoções de todos nós. Ambos são personagens fortes, bem construídos, que crescem com a desenvolvimento de  uma história narrada de forma inegavelmente envolvente.

Em que um livro recontando acontecimentos pode acrescentar? Muita coisa. É uma delícia acompanhar uma nova perspectiva, conhecer melhor os personagens, as nuances que ficaram de fora antes. Isso, claro, para quem veio da leitura de "Todo dia". Mas não se preocupe, não é preciso passar por um para embarcar no outro. Garanto que valerá a pena de uma forma ou de outra. Apenas deixo meu alerta: uma vez conquistado, não importa a ordem, os dois acabarão na sua lista.

Título original: Another Day
Editora: Galera Record
Número de páginas: 322

[Resenha] Zumbeatles — Alan Goldsher

Alan Goldsher é britânico, jornalista por formação e autor de mais de dez livros. "Zumbeatles", originalmente publicado em 2010, é o quinto deles. Goldsher também já atuou como crítico especializado em música e esportes.

Temos aqui uma releitura da trajetória da mais famosa banda inglesa, acompanhamos os principais acontecimentos na vida desses mitos do século XX... porém com um pequeno detalhe: os músicos são zumbis. Não os lentos e imbecilizados zumbis aos quais estamos acostumados. Mas zumbis espertos, rápidos e cheios de sex appeal. Além de alguns truques de controle mental. Entre sangue, suor, guitarras e iê-iê-iê — e a perseguição do implacável caçador de zumbis Mick Jagger —, eles são atacados por uma ninja do oitavo nível, Yoko Ono, condecorados pela rainha e consolidam uma invasão mundial.

A essa altura ninguém quer ouvir falar da minha infância. Nem eu mesmo quero ouvir falar dela. Minha mãe morreu, eu a trouxe de volta à vida, fui estudar na Quarry Bank High, desenhei quadrinhos, me diverti com o rock'n'roll, matei um monte de pessoas e zumbifiquei oito delas. Grande merda.

"Zumbeatles" foi claramente feito para ser divertido. E o que eu posso dizer? Já estava me divertido com a ironia do boato às avessas do "Paul está vivo" na capa, que dirá com o conteúdo em si. Essa missão, meus amigos, foi uma missão cumprida.

O livro todo é uma bagunça de dominação zumbi, biografia não autorizada, e interações com membros mortos-vivos (e ninja!) de uma das bandas de maior sucesso da história. Todos os boatos, as fofocas e as intrigas envolvendo os Beatles aparecem para acenar do outro lado da vida. O autor parte da transformação do primeiro zumbeatle, John Lennon, navegando por muitos mares tortuosos da trajetória real do quarteto.

Acredito que uma das coisas que mais deu certo foi o autor ter escrito um livro basicamente hilário, mas que se leva a sério. O protagonista é um homem numa missão de apuração de fatos, e, assim, o livro ganha um ar de documentário. Às vezes é surreal. Na maior parte do tempo foi preciso escolher entre rir sozinha ou tentar bancar um ser humano equilibrado.

Existem furos na história, ainda que não tão óbvios. Os problemas estão em coisas pequenas na conexão dos fatos e na relação com a realidade aqui e ali. Nada disso, porém, me faria deixar de recomendar "Zumbeatles". Está aí um livro no qual 2 + 2 pode ser diferente de 4 sem estranhamento. A coisa toda é surreal. Tão surreal quanto a dor que surgiu nas minhas bochechas quando de tanto rir.

Título original: Paul Is Undead: The British Zombie Invasion 
Editora: Galera Record
Número de páginas: 352

[Resemha] O Último Primeiro Beijo — Ali Harris

"O último primeiro beijo" é o livro de estreia da britânica Ali Harris, jornalista ex-editora da revista Glaumour que também já escreveu para revistas como Elle, Comopolitan, Company, Stylist e Red. Atualmente, Harris se dedica exclusivamente à família e à vida de escritora. Seus outros títulos publicados são "A vintage christmans", "Written in the stars" e "Miracle on regent street".

O livro conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderiam prever…

Amar alguém significa saber que você não vai ser feliz o tempo todo, que ninguém pode fazê-la feliz o tempo todo. Essa é uma expectativa totalmente irreal.

Este é um livro de fragmentos. É através das palavras e lembranças de Molly que conhecemos o como, por que e quando do que já foi e do que se seguiu. Com divisões em três partes a cada capítulo, a autora pincela uma história de amor, sim, mas principalmente de aprendizado.

Um dos diferenciais de "O último primeiro beijo" é justamente... Bem, os beijos. Os acontecimentos narrados pela protagonista, da adolescência à vida adulta, estão conectados a todos os tipos de beijos que ela já experimentou durante a vida. Está aí um ponto a favor. Outro aspecto que joga no time da obra de Harris é a capacidade de envolver o leitor gradualmente. O que começa como uma experiência descompromissada tem enorme potencial para te fazer escapar da rotina por alguns minutos que sejam apenas para continuar a caminhar por mais algumas páginas.

A ordem dos acontecimentos não é cronológica. Antes e depois se costuram no vai e vem provocado pelas viagens no tempo dos, algo frustrante para os mais ansiosos, mas acredito que instigante para os que sabem usar a curiosidade a seu favor. O estilo é confuso. As informações não se cruzam como deveriam e acabam se tornando um teste à memória aqui e acolá. Porém, a fidelidade ao que o livro se propõe a ser se manteve até mesmo no erro, seja isso proposital ou não. Quero dizer, esta não é uma simples história de amor, então por que o estilo ou a compreensão deveriam ser?

As maiores críticas ficam por conta dos personagens. A maioria parece rasa/pouco crível. Ainda que o livro traga mensagens lavadas em realidade, Molly, Ryan e companhia ainda têm muito a evoluir para sair do campo de meras criações. Molly tem uma capacidade invejável de me dar preguiça durante 80% do tempo, enquanto Ryan é tão palpável quanto Troy Bolton.

Para mim, "O último primeiro beijo" não é nenhuma experiência profunda. Não vai além e nem provoca de maneira tão assertiva e madura quanto "Um dia", livro ao qual é comparado aos montes. Está aí uma história de amor, esperança, amizade, perda e beijos. Muitos beijos. Só não é para mim um dos mais marcantes.

Título original: The First Last Kiss
Editora: Verus
Número de páginas: 448

[Eventos] Sexto aniversário do Último Romance


Estes têm sido tempos corridos. Março mal veio e já está se despedindo. A sensação é de que o tempo vem se tornando cada vez mais fluido, mais "escorregadio". Apesar de ainda existirem coisas absolutamente extenuantes, logo, lentas como lesmas, é ao me pegar comemorando o sexto aniversário de um projeto há tanto tempo, numa fase tão diferente da vida, que vejo a experimento um pedacinho dessa tal relatividade temporal.

O que dizer sobre o Último Romance? Em poucas palavras, ele é a concretização do meu amor pela literatura. Enquanto os livros falam, minha alma responde. É assim desde que me entendo por gente. Quando o blog "nasceu", eu era uma adolescente obcecada por livros, mas sem muitas opções para extravasar. Hoje sou uma adulta obcecada por livros com diversos canais de comunicação e uma lista enorme (e crescente) de lembranças e amigos. Não há dúvidas de que iniciar o projeto foi uma das melhores decisões da minha vida.

Só tenho a agradecer. Obrigada a vocês, leitores, por acompanharem o que tenho a dizer, seja há anos, meses, dias ou horas. Obrigada a cada uma das editoras que são/já foram parceiras do Último Romance pela oportunidade e apoio. E às pessoas maravilhosamente maravilhosas que passaram a fazer parte do meu caminho, um abraço apertado. Perto ou longe, todos são imensamente amados.

O dia exato do aniversário foi 07 de março. Ao contrário dos anos anteriores, a comemoração não envolveu a Gincana tradicionalmente organizada por aqui. Já fazia um tempo que eu sentia vontade de promover um evento, então essa foi a oportunidade perfeita. Nos reunimos na Livraria da Travessa do BarraShopping (RJ) no dia 19, sábado, para uma tarde de muitos desafios, brindes, diversão e,  claro, livros! Confira as fotos:

Créditos: Larissa Fernandez e Max Gomes.

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[Resenha] A Queda dos Anjos — Susan Ee


"A queda dos anjos" é o primeiro volume da trilogia "Fim dos dias", cujos títulos já foram publicados em mais de vinte idiomas. Quem reponde pelo sucesso é a americana Susan Ee, advogada por formação que se tornou autora best-seller ainda no lançamento do primeiro volume.

Penryn Yong até poderia ter alguma chance de ser uma adolescente relativamente normal se a vida colaborasse e continuasse nos trilhos. Ao invés disso, o mundo virou de cabeça para baixo em poucas semanas. E não estamos falando aqui de corações partidos ou sequer baldes de sangue derramados em bailes. Esqueça o passado; era tudo brincadeira de criança. Atualmente, a humanidade precisa aprender a lidar com os anjos que invadiram a Terra, deixando rastros de destruição pelo caminho.

Raffe faz parte do time inimigo. É a primeira coisa a manter em mente. Apesar da aparência perturbadoramente humana, ele não deixa de ser um anjo. Após ser resgatado ferido por uma Penryn disposta a qualquer coisa para salvar a família, eles partem juntos numa jornada de sobrevivência. Obstáculos não faltarão, mas se Penryn tem uma certeza é a de que não parará até recuperar o que lhe foi tirado.

Eu gostaria de saber o que vai te matar mais rápido: a lealdade ou a teimosia.

Nesse livro, Susan Ee convida o leitor a uma viagem pela versão pós-apocalíptica do nosso planeta. O ritmo é intenso, com acontecimentos que emendam um no outro e favorecem a ação e a dinamicidade. A maior das garantias vinculadas à experiência dessa leitura é a empolgação.

Entretanto, nem tudo é perfeito. Embora "A queda dos anjos" tenha potencial o bastante para prender a atenção, não se aprofunda o suficiente para escapar do fantasma da superficialidade que assombra tantos livros. Os personagens são meramente bons, se mostram agentes "ok" no desenvolvimento da trama e têm um crescimento pessoal pequeno.

Raffe é o protagonista clássico do gênero: calado, misterioso, lindo e com senso de humor sombrio/dado ao sarcasmo. Simplesmente cansativo. E Penryn? Nem sabemos muito sobre ela. Não realmente. As descrições pobres sobre a garota nos põem na mesma trilha de sempre, com garotas que parecem ter sempre a mesma idade, altura, etnia... A única coisa mais óbvia do que o dois separados são os dois juntos.

A premissa não é a mais original do mundo. Centenas de YA's chegam perto da proposta-base desse, dos sobrenaturais aos distópicos. Consigo pensar em pelo menos quinze títulos sem precisar de qualquer esforço. Assim, na falta de um equilíbrio entre o garantido e o inovador, o perigo trazido pela proximidade da área cinzenta do Mais do Mesmo é frequente.

Outras contas que simplesmente não batem estão pelo caminho, como carros abandonados que, além de encontrados "ao acaso", pegam de primeira e cronometragens de horários de fuga quando ninguém tem sequer um relógio (???).

Se "A queda dos anjos" parece difícil de defender é porque é mesmo. Tenho minhas dúvidas sobre a capacidade da trilogia de se manter apenas com bons momentos de emoção.

Título original: Angelfall
Número de páginas: 279
Editora: Verus
ISBN: 9788576863786

Save The Date: primeiro evento de aniversário do Último Romance

O Último Romance completará mais um ano no ar no próximo dia 07 de março. Lá se vão seis anos de muito amor, interação e incentivo à leitura. Então, para coroar mais esse marco num caminho tão cheio de alegrias e realizações, fica determinada a data para o nosso primeiro evento. Cada leitor é nosso convidado de honra.

Por tradição, comemoramos todos os aniversários através de gincanas virtuais. Dessa vez, a proposta é reunir os cariocas para atividades presenciais, dentre as quais estarão desafios, quizz, sorteios e lip sync, entre outras brincadeiras. Não faltará diverão (ou brindes!) para tornar o sábado ainda mais bonito!

O evento está marcado para o dia 19 de março, sábado. O horário? 15h00min. O local? A Livraria da Travessa do BarraShopping, na Barra da Tijuca.

*Não deixe de confirmar sua presença na página do evento no Facebook!

[Resenha] Infinito + Um — Amy Harmon


A americana Amy Harmon ficou conhecida no Brasil através de "Beleza perdida", publicado em junho de 2015. "Infinito + um" está entre seus oito livros campeões de vendas. Além disso, o título precede o lançamento de outro dois livros da autora com publicação confirmada pela Editora Verus: "A different blue" e "Running barefoot".

No século passado, um casal roubou seu espaço na história dos Estados Unidos. Bonnie e Clyde eram jovens, inconsequentes e apaixonados em plena era da Grande Depressão. Eles mataram, roubaram, enganaram e fugiram como se não houvesse amanhã até o fim de seus dias. Quase 80 anos da história que até hoje gera tanta controvérsia quanto fascinação, circunstâncias à beira do absurdo unem um novo casal, um novo fascínio, uma nova Bonnie para um novo Clyde.

Bonnie Rae Shelby, rica, famosa, estrela da música, encontra Infinity "Finn" James Clyde quando está cogitando pôr fim à própria vida. Ela é artista; ele, um homem dos números. Enquanto ela coleciona discos de platina, ele tenta deixar para trás as marcas de sua ficha criminal. Os dois não poderiam ser mais diferentes, mas embarcam juntos na viagem cheia de intrigas, burburinhos, perigos e alvoroço que mudará tudo que conhecem. Nessa trajetória, dois completos desconhecidos desvendam tanto a si mesmos quanto uns aos outros repetidamente a cada pequena atitude de cada um dos dias intensos que compartilham.

— Quanto é infinito mais um? — interrompi Katy, fazendo a Finn minha própria pergunta.
— Ainda é infinito — respondeu ele, com um suspiro.
— Errado. É dois.
— Ah, é? Como foi que você chegou a essa conclusão?
— Infinito — disse eu, traduzindo o nome "Infinity" e apontando para Finn. Depois apontei para mim e disse: — Mais um. Ou seja, dois, gênio.

Harmon peca por coisas triviais que, juntas, fazem uma bagunça. A narração é confusa por falta de cuidado nos detalhes. Relevar fica difícil para qualquer leitor atento quando um personagem desaparece num nevoeiro dissipado no mesmo parágrafo e outro emenda uma corrida quando já está correndo. Sério, como assim? Ainda nos exemplos, somos levados a acreditar que os capítulos intercalados entre Bonnie e Clyde permitirem que ambos leiam pensamentos, já que um consegue descrever o que o outro está pensando/sentindo/planejando. Parece poder sobrenatural, mas não é. São só problemas mesmo, daqueles que tendem a ficar mais e mais difíceis de defender.

Estamos falando de um casal que se conhece, cai na estrada minutos depois, se mete em um monte de encrenca e se apaixona antes que você consiga piscar. Estamos falando de uma viagem pelo país com muitos assuntos mal resolvidos na bagagem e encontros esquisitos no caminho, mas pouco a apresentar no final. As soluções para as maiores encrencas são jogadas ao vento. Até o suposto crescimento dos personagens parece superficial.

Bonnie é uma protagonista difícil de encarar. Apesar dos 21 anos, ela poderia passar por qualquer garota de 13 anos. Finn começa bem, o que nesse caso quer dizer que ao menos fazia jus à idade, mas o tempo com Bonnie não lhe fez nenhum favor nesse aspecto. Cheguei ao ponto de me perguntar onde estavam os adultos nessa história. Porque, né, cadê a voz da razão quando se precisa?

Assuntos sérios e merecedores de desenvolvimento como doenças são tratados levianamente. Existem tantas coincidências, tantas tramoias do destino que as situações deixam de ser interessantes. As frases de efeito são companheiras tão frequentes que chega a ser enlouquecedor. Quando nos aproximamos do fim, então, cada parágrafo é mergulho em divagações piegas.

"Infinito + um" é o tipo de livro bem pontual. Vai funcionar para os que gostam do estilo sonhador, romântico etc? Ora, provavelmente. Assim, só o que posso desejar é uma melhor sorte.


Título original: Infinity + One
Número de páginas: 336
Editora: Verus
ISBN: 9788576864424