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[Resenha] Dois Garotos Se Beijando — David Levithan

Antes da chegada de “Dois garotos se beijando” no Brasil, a Galera Record já tinha publicado três livros de David Levithan, escritor e editor de livros infantis: “Invisível”, em parceria com Andrea Cramer, “Garoto encontra garoto”, “Todo dia”, Nick & Norah” e “Will & Will”, coescrito em parceria com John Green. Esse último, aliás, foi o primeiro young adult com um protagonista gay a entrar na lista de mais vendidos do New York Times.
Harry e Craig têm a ambição de entrar para o Livro dos Recordes, e pretendem fazer isso através de um beijo de 32 horas ininterruptas. Eles não são um casal como Peter e Neil, mas já foram um dia. Os beijos que eles trocam são em nome de um objetivo comum, embora  a sensação de que há algo mais ali esteja presente.
Avery e Ryan ainda estão descobrindo no que seu relacionamento vai dar. Enquanto as coisas caminham, no entanto, será preciso decidir como burlar o medo da rejeição para revelar a ele o fato de ser transsexual. Cooper, por outro lado… Bem, Cooper está sozinho. Suas noites são gastas criando perfis falsos e seduzindo homens desconhecidos online até que seus pais tomam conhecimento do que está acontecendo e tudo sai dos trilhos. Ele e os demais adolescentes, uns vítimas de bullyng, preconceito ou coração partido, estão unidos nessa história onde o amor e a luta pelo fim dos tabus ligados a ele estão no centro.

O amor é tão doloroso; como podemos desejar para alguém? E o amor é tão essencial; como atrapalhar o progresso dele?

Baseado em fatos reais, “Dois garotos se beijando” é emocionante e sincero. É um livro tocante com uma mensagem a passar e uma cutucada a dar. Às vezes pode ser um tapa na cara, que de repente é justamente do que eu, você, nós precisamos.

Levithan acertou com os múltiplos pontos de vista que fazem mais do que somar uns aos outros, pois se completam. Há tantos problemas a serem expostos; tantas lutas, umas maiores, outras menores, que se antes já era difícil encarar este mundo ainda relutante a aceitar os indivíduos como são, depois inconformação só aumenta. Isso, claro é algo bom. Precisamos discutir! Precisamos falar! Precisamos ser provocadores de mudanças!

Bem escrito, com personagens bem desenvolvidos e a dose certa de sentimento. Um grande acerto. A voz da geração mais afetada pela AIDS fala sobre solidão, aceitação, medo e rejeição tanto como de amor, decisão, superação e conquista. É lindo! É triste. É uma daquelas leituras rápidas que nos acompanham durante, horas, dias, meses e muito, muito mais.

Título original: Two Boys Kissing
Número de páginas: 224
Editora: Galera Record

3 Comentários

  • Isadora Duarte
    22 de abril de 2015 at 13:25

    Não conhecia o livro, mas gostei! Sempre li coisas boas sobre o David Levithan! Já adicionei na minha listinha para ler
    Beijos
    Isadora

    http://www.novoromance.com.br

    Reply
  • Nizete
    29 de abril de 2015 at 17:50

    Olá Kim!
    Mais um livro polemico e emocionante pra se ler…
    Vindo de David Levithan só pode ser coisa boa. Anotado e já na minha listinha.
    Ótima resenha!!!!

    bjo
    Ni
    Cia do Leitor

    P.S.: Tem postagem nova no blog, te espero lá! http://ciadoleitor.blogspot.com/2015/04/resenha-roberta-spindler-torre-acima-do.html

    Reply
  • P.S.OLIVER
    4 de julho de 2015 at 16:59

    Eu amei sua resenha, me fez realmente voltar atrás e relembrar os fatos que eu tinha lido. Adorei!
    A propósito, tenho uma história no Wattpad com essa temática também… acho a abordagem desse tema super pertinente! ^.^ Mais atual não há, então parabéns ^.~

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