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[Resenha] Easy — Tammara Webber

Easy é mais um livro de Tammara Webber, também autora de Between the Lines, Where You Are, Good For You e do recém-saído do forno Here With You, todos parte da série Between The Lines. Um segundo livro recontando a história sob novo ponto de vista já está garantido, apesar de ainda não haver previsão de lançamento.

Após ficar por três anos num relacionamento pelo qual abriu mão de melhores opções de universidade, Jacqueline não imaginava que um belo dia se depararia com um Kennedy pronto para terminar tudo. Sua mãe sempre lhe disse que seguir o namorado na ida para a universidade escolhida por ele não era uma das melhores decisões que se pode tomar, e ela começa a enxergar as consequências dessa decisão. Qualquer um pode vê-laá abatida pelo fim do namoro, por ver os amigos tomando o lado do ex e ainda por cima estar enfrentando problemas raríssimos acadêmicos, mas há um segredo que apenas três pessoas conhecem, contado com ela própria. Graças a um estranho, Jacqueline foi salva (por muito pouco) de uma tentativa de estupro.

Lucas é sexy, lindo e misterioso. É também quem salvou Jacqueline. Com a inegável atração entre os dois, fica difícil evitar se envolver. Porém, como nada é simples nessa vida, Lucas tem seu próprio passado, seus próprios segredos. Ambos precisarão superar sua dose de culpa, ressentimento e tristeza para encontrar tanto a si mesmos quanto a felicidade juntos.

O amor não é a ausência de lógica, mas a lógica examinada e recalculada, aquecida e curvada para caber nos contornos do coração.

Muita coisa foi levada em consideração até a formação desta minha opinião final. A linguagem simples o bastante para garantir uma leitura rápida somada aos e-mails e sms divertidos de Easy são praticamente garantia de uma daquelas leituras feitas em um só dia. Independentemente de qualquer coisa, essa ainda é verdade que levo em consideração. O livro entretém, sim. O problema dele são as incoerências, os pontos negativos ainda estavam se sobressaindo.

Vamos começar com a o ataque sofrido pela protagonista, que também  é a narradora. É difícil para mim, especialmente sendo mulher, acreditar que alguém que passou por algo tão traumático pode seguir com a vida de forma tão pouco complicada. Quando aparecem, as consequências da noite do ataque não passam verdade, pois são mais como pinceladas. É como se a autora precisasse lembrar o leitor do que aconteceu, e isso porque os pensamentos de Jacqueline passam 90% do tempo girando em torno de romance. Enquanto não há pensamentos minimamente complexos, questionamentos ou sequer verdadeiro acompanhamento do caso mais adiante, sobram decisões irracionais, ingênuas. Embora eu entenda que existem inúmeras formas de reação, as motivações nada inteligentes e até imaturas dela não me convencem. Só consigo enxergar uma personagem vítima de tentativa de estupro que só se mostra capaz de lembrar da agressão quando se depara com o agressor ou é forçada por terceiros a enfrentar a situação como inconsistente, irreal.

O relacionamento com Lucas caminha para a profundidade aos tropeços, mas também tem passagem breve nessa área. Tem uma bagunça boba que vai se acumulando junto a outras que acho que só quem ler vai entender, mesmo não concordando comigo quanto ao julgamento. Aliás, já que estamos falando de Lucas, é bom saber que a “magia” do rapaz está naquela história batida do tatuado motoqueiro com um passado trágico, cheio de piercings e cobiçado pelas mulheres. O engraçado é que ele tem uns mil empregos, coisa que por vezes chega a ser vergonhosamente conveniente *risos*. Só faltou a Jackie ir comprar carne e ele aparecer perguntando se é Friboi. Pena que nem dá para aproveitar muito o drama do segredo do moço, pois logo depois de termos todas as cartas na mesa é fim de livro.

O conflito que poderia ter resultado no grande desenvolvimento da trama e da relação dos personagens é engolido por outro momento de tensão, o que faz com que ele seja esquecido e a oportunidade, perdida. Ninguém dá muitas informações nem cita o nome do lugar exato onde vive ou da universidade onde o povo estuda, então a imaginação precisa trabalhar dobrado. Boa parte dos personagens é unidimensional demais para algo que deveria ter caráter mais adulto. O finalzinho tem cara de que foi feito às pressas e com número máximo de linhas a serem usadas. Não é só impressão, a coisa é complicada mesmo.

Para mim, Easy é peca principalmente ao focar mais no romance e deixar o lado psicológico em segundo, às vezes terceiro plano. Falta sensibilidade, falta tato, falta calma. Experiência rasa.

Título Original: Easy
Número de páginas: 305
Editora: Verus

5 Comentários

  • Poliana Araújo
    8 de agosto de 2013 at 15:00

    Oi, tudo bom?
    Passando para deixar um comentário rsrs
    Nunca me interessei muito pela capa ,
    não sei , não me dá vontade de ler .
    🙁
    Beijos*-*
    Território das garotas
    http://territoriodascompradorasdelivro.blogspot.com.br/

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  • Gabi
    8 de agosto de 2013 at 19:34

    Vish, fiz bem em passar longe então!
    Detesto essas histórias sem profundidade. Especialmente se colocar uma protagonista besta no meio, pior ainda. Quanto ao clichê do bad boy tatuado, Deus sabe o quanto eu tenho tara pelo tipo, mas se não souber colocar, também não rola.

    Enfim, parece ser mais do mesmo e bem fraquinho ainda. Me irrita muito essa coisa de finais corridos, vontade de matar um quando acontece! E todo mundo estava falando tão bem! Decepção.

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  • Escondidos No Livro
    8 de agosto de 2013 at 21:43

    Olá Kim <3 Que saudade!

    Bom, hoje postei a resenha no meu blog também e sabe, não curti muito o livro também! Achei bem mediano e sem o foco na parte psicológica, levando mais foco ao romance que ficou excessivo. O livro é bom e só. Curti a leitura mas demais.

    Beijão, Lucas Bispo
    ESCONDIDOS NO LIVRO
    http://escondidosnolivro.blogspot.com.br/

    Reply
  • Jacqueline Braga
    13 de agosto de 2013 at 19:36

    oie Kim
    ain, tipo assim, eu tive que ler o livro duas vezes para formular minha opiniao, e a verdade é que pra mim as inconsistências acabaram ficando em segundo plano, face aos muitos pontos positivos rs
    talvez eu só seja uma mulher muito volúvel e dada com bad boys kkkk não sei, mas me apaixonei demais pela história, enredo, Lucas, romance, Lucas, ops, rs
    Mas o cara ter 5 empregos foi f. Se bem que coitado, ele precisava pagar as contas né rs
    bjos adorei a sinceridade na resenha

    P.S: adoraria ter o Lucas me importunando no mercado e me perguntando se a carne é friboi. Bem melhor que o peludo do Tony Ramos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  • Minha Velha Estante Adriana Roque
    2 de setembro de 2013 at 23:22

    Esse livro é realmente incrível! Me apaixonei pela história o livro, e mal vejo a hora de ler impresso ..
    Quem amou Belo desastre, provavelmente vai amar EASY também…
    Prabéns pela resenha e pelo blog!!!

    Adriana Medeiros

    minhavelhaestante1.blogspot.com

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