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[Resenha] Um Motim no Tempo — James Dashner

Primeiro volume da série Infitiny Ring, Um Motim no Tempo é o livro da série assinado por James Dashner. A série já conta, até o momento, com um total de 6 livros publicados no exterior. O segundo e terceiro deles, Dividir e Conquistar (Carrie Ryan) e O Alçapão (Lisa McMann), respectivamente, chegam ao Brasil em julho e novembro.
Antes de passar a bola para Carrie Ryan, James Dashner apresenta Dak e Sera, dois apaixonados pelo conhecimento. Eles vivem em meio a desastres naturais que vêm destruindo o país sem a devida intervenção da SQ, organização que deveria zelar pela manutenção do planeta em boas condições. Um dia os dois amigos acabam descobrindo um dispositivo capaz de revelar a eles o segredo da viagem do tempo e, meio sem querer ou saber onde estão se metendo, acabam também no meio de uma jornada que busca trazer a história, agora perigosamente modificada, de volta ao curso original. Assim, com o Anel do Tempo, Dak e Sera viajam para um pedir um motim que impedirá Cristóvão Colombo de descobrir a América — e isso enquanto ainda tentam encontrar os pais desaparecidos de Dak.

O tempo havia saído dos eixos — era nisso que os Guardiões da História acreditavam. E, como as coisas não podiam mais ser consertadas, só havia uma esperança… voltar no tempo e corrigir o passado.

Bom, Um Motim no Tempo é uma boa opção de leitura para qualquer um, mas uma excelente para os mais jovens. Esse é um daqueles tipos de infanto-juvenil que são claramente beeem mais interessantes para aqueles dentro da faixa etária, não tem jeito. Com dois protagonistas crianças, sendo um apaixonado por história e a outra fascinada por física quântica, só aí o livro já tem duas poderosas e encantadores armas de conquista.
O autor prova que consegue interagir muito bem com seu público-alvo. A linguagem sem firulas, o ritmo gostoso e a dose certa de conteúdo educativo mostram um jogo de cintura importantíssimo para o bom desempenho. O bônus está no uso desses elementos somado ao jogo com o lado distópico da história e ainda tratamento questões mais cotidianas como, por exemplo, relacionamento familiar. A diferença de pontos de vista vem a partir daí, pois o impacto desses pontos positivos em contraste com os negativos pode ter uma importância mínima ou gigantesca.
Se eu tivesse uns 10, até 12 anos, com certeza teria me envolvido mais. Minha identificação com interesse pela história de Dek seria tão grande quanto minha vontade de ação seria suprida. O que acredito é que esse é um trilho de pensamento comum para a idade, daí Dashner, sabendo disso, negligenciou coisas como as descrições, aprofundamento da personalidade dos personagens, inovação, elaboração quanto às resoluções e coisas do gênero.
Um Motim no Tempo usa e abusa de uma simplicidade infantil. Não sei se é a melhor forma de descrever, mas é o que mais me vem à cabeça ao pensar nele. A coisa da viagem no tempo, da aventura e do oferecimento de conhecimento descompromissado me pegaram, mas o sentimento mais forte que me foi despertado foi o desejo de poder votar para os dias em que justamente o que recebeu mais cuidado em toda a obra bastaria para me deixar plenamente satisfeita.
Título original: A Mutiny in Time
Editora: Seguinte
Número de páginas: 248
ISBN: 9788565765114

3 Comentários

  • Jacqueline Braga
    22 de julho de 2013 at 11:51

    Oie Kim, eu li o primeiro capitulo e gostei muito. Parece ser aquele tipo de livro que é ação do inicio ao fim, e não tem como largar. E eu adoro quando o autor utiliza simplicidade para construir a narrativa, isso me dá uma impressão de familiaridade com a obra.
    Gostei da resenha.
    bjos

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  • Anônimo
    22 de julho de 2013 at 13:52

    Gostei da resenha,ele me lembra o The 39 Clues que é se eu não me engano do Rick Riordan-claro tem outros autores escrevendo essa serie.Mas isso nao vem ao caso.Vou comprá-lo tem cara que vale a pena.

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  • Anônimo
    22 de julho de 2013 at 14:43

    Gostei muito da resenha *-*
    Vou compra-lo com certeza !

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