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Romance, aventura e política: quando tudo se une em um só livro

Dance of Thieves: resenha do livro de Mary E. Pearson

Conhecida pelo sucesso de suas obras juvenis, Mary E. Pearson estreou no Brasil com a trilogia “Crônicas de amor e ódio”, formada por “The kiss of deception”, “The heart of betrayal” e “The beauty of darkness”. A cada dez fãs que terminavam a leitura, onze reclamavam do vazio que vinha depois e, assim, “Dance of thieves” chegou como a grande solução do problema. O livro abre a duologia “Dinastia de ladrões”, que, junto com “Vow of thieves”, leva os leitores de volta ao universo das Crônicas.

Em uma forma de universo expandido ambientado anos depois do desfecho de saga anterior, a história começa quando o patriarca do império Ballenger morre e seu filho, Jase, se vê como o novo líder. O poder da família vai além das fronteiras e atinge inclusive os reinos mais próximos, que se curvam à força de quem tem governado segundo as próprias regras há gerações. Porém, nada poderia prepará-los para Kazi, uma ladra reformada que cresceu nas ruas de Venda e sobreviveu por sua inteligência e agilidade, mas agora faz parte da guarda da rainha.

A soldada chega à terra proibida da Boca do Inferno para investigar transgressões e violações de tratados até que um incidente a deixa acorrentada a Jase, impedida de continuar com o trabalho. Logo as coisas saem do controle e o laço entre os dois se transforma enquanto eles usam falsos pretextos para cumprir missões e promessas pessoais. Assim começa a disputa de poder capaz de custar a Kazi e Jase não só a vida de cada um como seus corações também.

Escolha suas palavras com cuidado, até mesmo aquelas em que for pensar, porque palavras se tornam sementes, e as sementes se tornam história.

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Romance e aventura

Verdade seja dita, a leitura começou como uma montanha-russa com dificuldade para engrenar na subida. O início foca mais no romance do que no enredo, o que leva a cenas artificiais e coincidências forçadas. A ambientação peca pela superficialidade ao mesmo tempo em que os protagonistas vão e vem numa dança de desejo, desprezo e desconfiança. Se você acha que essa está longe de ser a melhor das combinações, só posso concordar… Mas calma aí que melhora!

Passada a crise dos primeiros capítulos, as coisas começam a voltar aos trilhos. Surgem os primeiros sinais do verdadeiro ponto forte da história: a tensão, os segredos e a emoção da sobrevivência em um ritmo viciante. O que parecia um romance instantâneo vira um relacionamento sólido em construção. É de respirar aliviado!

Personagens empoderadas

Mary E. Pearson parece seguir um padrão de empoderamento feminino do qual não posso reclamar. Basicamente todas as personagens que ela constrói são independentes e fortes do seu jeito, sem para isso perder o lado humano. Donas do próprio destino, elas roubam o espaço, da protagonista a cada uma das secundárias.

Não é preciso ler as “Crônicas de amor e ódio” para começar “Dinastia de ladrões”, mas lembrar da força de Lia na série original é mais um motivo para que ninguém que a tenha terminado fique se sentindo órfão. Kazi faz jus à responsabilidade de encantar com seu jeito arisco e complexo. O caminho que a levou até onde chegou foi doloroso e cheio de traumas, apesar de ela amadurecer com o passar das páginas. Já no que diz respeito ao Jase, tudo o que ele precisa é de uma chance para roubar seu coração. Pode confiar que vai valer a pena! Se é um novo casal para amar que você quer, aqui está ele.

“Dance of thieves” entrega um resultado positivo a despeito das derrapadas para encontrar o equilíbrio. O desenvolvimento poderia ter sido mais dinâmico sem tantas cenas que o deixam desnecessariamente longo, mas a reta final faz tudo valer a pena. Você vai terminar contando os minutos para descobrir o que vem depois, dando graças a Deus por “Vow of thieves” já ter sido publicado pela Editora Darkside. O passo seguinte é se jogar nele como se não houvesse amanhã!

FICHA TÉCNICA

Título original: “Dance of thieves”

Número de páginas: 512

ISBN: 9788594541420

Formato: 16 x 23

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