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[Resenha] A Herdeira das Sombras — Anne Bishop

“A herdeira das sombras” é o segundo volume da premiada Trilogia das Jóias Negras, Dark Fantasy de Anne Bishop. Com o primeiro livro, “A filha do sangue”, publicado também em 2014, com essa sequência em outubro, o último, intitulado “A rainha das trevas”, tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2015.
Há séculos uma poderosa rainha é aguardada. A Feiticeira virá num mundo governado por mulheres, onde homens são reprimidos e escravizados sexualmente. Essa mulher é Jaenelle, surgida ainda criança como a concretização da profecia aguardada por gerações. Porém, nas condições delicadas da descoberta de seu destino, a menina acaba exposta aos mais cruéis dos perigos, dos quais nem mesmo os Senhores da Guerra podem protegê-la.
Com a ameça de novas tentativas de dominar ou destruir a Rainha ainda presente, protegê-la a qualquer custo torna-se prioridade. Existem três homens dispostos a se sacrificar por ela, mas será o bastante? Conseguirá Jaenelle abraçar todo o seu poder e seguir o caminho que nasceu para trilhar?

É mais fácil matar do que curar. É mais fácil destruir do que preservar. É mais fácil demolir do que construir. Aqueles que se alimentam de emoções e ambições destrutivas, negando a responsabilidade que é o preço de exercer o poder, podem destruir tudo aquilo que todos prezam e protegem. Estejam sempre atentos.


O ritmo de “A herdeira das sombras” respeita a conveniência para o enredo e objetivo a ser alcançado ao final — característica que se notava no primeiro volume e volta a aparecer nesse, mesmo que de forma diferente. O universo criado, repleto de leis, regras sociais, preconceitos e muita coisa errada que dá certo é pincelando com classe e clareza, sem oferecer pausas para explicações ou recuperação. O livro tem tempo e sistema próprios, além de dialetos e criaturas sombrias sem economia. A complexidade da estrutura social é cativante na mesma medida em que exige a atenção que ninguém que se disponha a desfrutar dos benefícios pode renegar.
De “A filha do sangue” permanece o dom de hipnotizar pelo carisma. Com essa herança do antecessor e o acréscimo da evolução da trama, fica claro que a trilogia se desenvolve com o passar dos volumes. Focos mudam, personagens amadurecem e sentimentos despontam. O que já era bom fica melhor. Os pontos fracos são compensados.

Toda a história em torno de Jaenelle e aqueles dispostos a se arriscar por ela é angustiante, preocupante, empolgante. Numa só palavra: viciante. Pena que a emoção acabe em três míseros livros. Se não estive totalmente preparada para finalizar esse, que dirá o próximo.

Título original: Heir To The Shadows
Número de páginas: 480
Editora: Saída de Emergência

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