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[Resenha] Mar de Rosas — Nora Roberts

Um dos mais de 40 livros de Nora Roberts, a primeira mulher a figurar no Romance Writes of America Hall of Fame, “Mar de rosas” é o segundo volume da quadrilogia “Quarteto de noivas”. Antes dele veio “Álbum de casamento”, publicado pela Editora Arqueiro em 2013, sendo os próximos “Bem-casados”, lançado em agosto deste ano, e o ainda não publicado “Felizes para sempre”.
Seguindo com as histórias das quatro amigas de infância que fundaram uma empresa especializada em casamentos, esse livro põe sob os holofotes Emma, a romântica florista responsável pela decoração dos eventos.
Emma sonha com o tipo de amor que os pais têm desde que era criança. Ela anseia formar a própria família, ter para si o final feliz com direito a dança sob o luar que tantas vezes imaginou. Já Jack, o amigo que reformou a propriedade da Votos, é um homem que viu os pais se separarem quando criança e tem problemas com comprometimento. Os dois fazem parte de um grupo de amigos que é como família, e por isso ignoraram a atração que sentem um pelo outro há tempos. Essa situação, no entanto, está para mudar. Mas será um relacionamento entre eles poderá dar certo?

O amor pode ferrar bastante com você antes que descubra como conviver com ele. E uma vez que você descobre, fica se perguntando como conseguiu viver até ali sem ele.

Esse é um conto de fadas moderno. Você já viu slogans como esse remetendo a tanta coisa que certamente sabe do que estou falando. Muita idealização, muitos suspiros… É um mundinho cor-de-rosa. O segredo revelado com o desenrolar da leitura é o quanto essa fórmula pode se mostrar cansativa.

“Mar de rosas” é previsível, fraco no único ponto de virada “sem quê nem porquê” e com um romance que ainda perigava não deslanchar mesmo depois de tecnicamente engatado! Tudo graças à falta de química dos protagonistas. Aliás, química essa que não deve ser julgada à exaustão, pois quase tempo nenhum foi dedicado a trabalhar a coitada o bastante, de forma que se tornasse convincente. É mais provável que a conexão leitor-personagem aconteça mais pelo apelo de experiências anteriores da união espírito livre + romântico(a) incorrigível do que pelo caso de Jack e Emma em especial.

O livro é raso, basicamente arco-íris, unicórnios e balinhas carameladas. Ainda faço minhas pesquisas para tentar entender a cabeça da Emma. O clímax é rápido demais e fora de proporção. Quanto desperdício por falta de comunicação e projeção de expectativas. Quando finalmente acontece algo, levando-se em conta o tempo que se passou e o histórico dos personagens, não dá para acreditar. Está aí imprevisível — só não de forma positiva. Depois da surpresinha, para balancear, o desfecho é exatamente o que se supõe que acontecerá lá na primeira página.

A história é diferente, trata de pessoas diferentes, mas essa ainda é uma quadrilogia. Se comparado ao volume anterior, “Mar de rosas” é um tropeço. Uma pena, para o leitor, para a autora e para “Álbum de casamento”.

Título original: Bed Of Roses
Número de páginas: 288
Editora: Arqueiro

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