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[Resenha] O Chamado do Anjo — Guillaume Musso

Francês, Guillaume Musso é hoje o autor mais vendido de seu país. O Chamado do Anjo, originalmente publicado em 2012 e recém-chegado ao Brasil, é um de seus dez livros publicados. A Garota de Papel é outra de suas obras publicada pela Verus.

Nesse livro, um homem e uma mulher se esbarram, resultando numa confusão de objetos derramados no chão, uso de palavras pouco amigáveis e celulares trocados. É graças a isso, graças ao caos da sala de embarque do aeroporto JKF, em Nova York, que as vidas de Jonathan e Madeline se choca. Só percebendo a troca dos aparelhos quando chegam aos seus destinos — ele foi para San Francisco, enquanto ela, para Paris —, o que eles não poderiam imaginar é que que sucumbir à curiosidade levaria até a descoberta de segredos ligando os dois.

Paixão é como droga: no começo, você acha que controla, depois, um dia, é obrigado a admitir que é ela quem controla você…

Uma mistura de falso clichê com suspense + toques de romance, O Chamado do Anjo é um poço de surpresas, guardadas para personagens e leitores. Assim como enganou com o que poderia ter sido ou entendido como uma história batida (fala sério, mais uma de esbarrão no aeroporto? Mais um romancezinho? Adivinhe só: não é nada disso!), Musso engambela ao começar com um ritmo lento. No modo devagar, quase parando, ele apresenta uma florista de personalidade forte e um chef que cresce ao passar das páginas, então… Bem, então a brincadeira realmente começa, por assim dizer.

A narrativa é em terceira pessoa. A utilização dos mistérios e das doses de tensão são dispostas de forma a seduzir o leitor. É como se as páginas nos convidassem a participar. Não funciona muito bem apenas ficar confortável para esperar tudo se desenvolver. O fôlego é arrancado, ainda que fazendo nascer a necessidade de saber o que a próxima palavra vai ter o poder de fazer.

Ninguém se liberta assim do passado. Ninguém escapa assim das areias movediças de suas obsessões.

Chamado do Anjo é do tipo que te faz pensar “Caramba, como é que alguém consegue escrever assim?”. Eis aqui uma trama complexa sem ser desinteressante, reflexiva sem ser forçada, surpreendente, surpreendente, surpreendente.
Título original: L’appel de l’ange
Editora: Verus
Número de páginas: 334

1 Comentário

  • Gabi
    30 de outubro de 2013 at 18:58

    Porque será que eu acho esses livros a sua cara?

    Mas enfim, eu sou fácil, literariamente falando, e sempre que um livro é dito como "surpreendente" eu já fico curiosa.Já tem tanto do mesmo por aí, não?
    E se for você quem disse ainda, fico mais curiosa ainda. Deus sabe o quanto você é difícil!

    Beijitos

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