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[Resenha] Tabuleiro dos Deuses — Richelle Mead

Autora best-seller, Richelle Mead garantiu-se reconhecimento graças a seus livros de fantasia urbana para público adulto e jovem-adulto. Estão entre suas obras as séries “Academia de vampiros” — cujo primeiro livro tem adaptação cinematográfica com estreia nacional prevista para 14 de março —, “Bloodlines”, spin-off da anterior, “Georgina Kincaid”, “Dark swan”, e a recém-chegada “A era de X”, iniciada em “Tabuleiro dos deuses”. Sua sequência, “The immortal crown”, tem publicação nos EUA prevista para maio.

O Mefistófeles atingiu a Terra. Ainda no início do século XXI, o lançamento desse vírus sobre o planeta matou metade da população. Iniciava-se assim a Era de Declínio, em voga durante os 50 anos necessários para a descoberta da vacina.
Na Era de Renovação, eis que surge a RANU (República da América do Norte Unida), novo país formado pelo Canadá e por partes dos Estados Unidos que se consagra como o mais estável e tecnologicamente avançado do mundo. Nele existem plebeus, castais, mandatos genéticos, chips de identidade, “supersoldados” a serviço da pátria e um departamento governamental dedicado a monitorar religiões. É daí, bem da ICS (Divisão de Investigação de Cultos e Seitas), que o dr. Justin March é privado de seu cargo, o que por resulta num misterioso exilado da progressiva RANU diretamente para regiões consideradas semiorganizadas do planeta.
Como se já não bastassem todos os seus problemas, Justin definitivamente não é do tipo que se adapta à vida provinciana. Após anos, o surgimento de uma nova chance de viver na terra natal é quase muito boa para ser verdade. Não entenda mal, Justin realmente poderá voltar ao lar com regalias e até um bom salário, mas para tanto será preciso apenas aceitar ficar sob os cuidados da linda (embora letal) Mae Koskien, desvendar mistérios capazes de desafiar a lógica e capturar os responsáveis por assassinatos ligados a seitas clandestinas. É, “só” isso.
— Nós somos peças num tabuleiro, dr. March, e alguns de nós são mais poderosos que outros. Você. Eu. Ela. É por nós que eles estão lutando. Claro, minha devoção já está definida.
— E imagino que você se considere o rei nesse tabuleiro, não é?
— Deve fazer tempo que não joga xadrez. O rei é a peça mais fraca no jogo.

De forma inusitada, esse primeiro volume já provou que “A era de X” consegue inovar mesmo trazendo vários dos elementos presentes nas séries anteriores de Richelle Mead. Sistemas de castas, de proteção estilo guardião, flerte com a figura da mulher que representa uma espécie de profecia…Nós já vimos isso e mais um pouco antes. Por outro lado, após levar em consideração os “richellismos” — não esquecendo, óbvio, das típicas protagonistas fortes que não consigo deixar de admirar —, é interessante ver as mudanças de estilo e abordagem. Assim, “Tabuleiro dos deuses” acaba sendo uma de nostalgia em meio a rodadas animadoras de novos ares.
Esse é o primeiro livro da autora narrado em terceira pessoa. A escolha foi acertada, pois dessa forma fica mais fácil sentir o mundo futurista e estéril da RANU. Ao nos distanciar, a narrativa na verdade colabora para a imersão na história. Até o relacionamento leitor-personagem é favorecido, já que não ficamos presos a uma única perspectiva e podemos integrar naturalmente personagens, ambiente e paranormalidade. Cada capítulo é mais um passo para a formação da opinião própria do leitor quanto à forma como as pessoas passaram a viver.
“Tabuleiro dos deuses” é complexo, detalhista, maduro. Não exala romance, deixando a aposta na química, no nascimento de sentimentos, o que mais adiante se revela mais uma escolha feliz. Juntando mitologia, alta tecnologia, chamados paranormais, solução de enigmas e tons distópicos e pós-apocalípticos, o livro é carismático como só uma realidade com a qual não temos contato real pode ser. Ele cresce e demanda entendimento de acordo com seu nível envolvimento. Só lamento pelo tempo que ainda resta para o lançamento da continuação.
Título original: Gameboard of Gods
Editora: Paralela
Número de páginas: 424

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*O exemplar por mim adquirido é uma prova antecipada disponibilizada mediante parceria com a Editora Paralela. A publicação oficial do livro acontecerá no dia 12/02/2014.

3 Comentários

  • Jacqueline Braga
    4 de fevereiro de 2014 at 03:53

    Oie Kim
    uau, estou curiosa para conhecer essa faceta mais madura da Richelle
    Confesso que achei a história super crazy e confusa, mas se é Richelle vou ler com certeza.
    bjos

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  • Gabi
    4 de fevereiro de 2014 at 17:23

    Richelle ♥
    Fiquei curiosa pra ver esse lado mais maduro e diferente da autora, sem perder nenhum dos elementos que tanto amamos, claro. Mas sou suspeita, tudo o que tem o nome da Richelle me dá vontade de ler.

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  • Maria Silvana Santana
    4 de fevereiro de 2014 at 21:35

    Oiee
    essa capa é linda e o melhor o livro tem conteúdo, muito curiosa aqui!
    Espero ficar tão envolvida quando tiver a oportunidade de ler.
    Beliscões da Máh <3
    Blog

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