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[Resenha] A Filha do Apanhador de Demônios — Jana Oliver

Moradora de Atlanta e natural de Iowa, Estados Unidos, Jana Oliver é autora de livros de diversos gêneros, podem ser classificados desde romances/fantasias até mistérios históricos. A Filha do Apanhador de Demônios, uma de suas muitas obras, abre a série formada por quatro livros protagonizados por Riley Blackthorne. A continuação, Ladrão de Almas, acaba de chegar ao Brasil.
Riley é a única filha do famoso mestre caçador de demônios Paul Blackthorne. Aos 17 anos, ela vive numa Atlanta onde as criaturas de Lúcifer estão soltas por toda parte, bruxas podem ser encontradas, anjos podem atravessar à sua frente a qualquer momento. É trabalho dos caçadores capturar as coisinhas do mal e enviá-las para os cuidados da Igreja. E, embora o trabalho seja perigoso, nada glamouroso e potencialmente desvantajoso para a única mulher no ramo, Riley ainda quer seguir os passos de Paul.
Quando as regras do jogo parecem estar sendo alteradas, os problemas começam a se tornar demais para os caçadores e a tragédia volta a bater à porta da família Blackthorne, Riley vê ainda mais batalhas a serem travadas constando em sua pilha de coisas a fazer. Como se não bastasse a lição de casa. Como se já não bastasse não saber em quem confiar — incluindo aqui até os sentimentos.
— Talvez você pudesse arrumar um colega de quarto ou sei lá.
— Quanta gente iria querer morar com alguém que guarda demônios no armário da cozinha?
— Bom argumento.
A Filha do Apanhador de Demônios tem um apelo bem juvenil. Narrado em terceira pessoa, é cheio de gírias, tem várias piadinhas divertidas e mostra adolescentes críveis. Nesse último ponto, não peca para mais nem para menos. Vemos gente que tem não só atitudes, mas pensamentos que condizem com a de alguém cuja pouca idade nos foi informada. Jana Oliver não poderia ter feito melhor para fisgar seus leitores, uma vez que combinar essa qualidade à “base” sobrenatural integrada ao fundo urbano foi a grande carta coringa.
Em meio a demônios classificados em graus, paixonites do passado, paixõs em potencial, confrontos físicos e verbais e bastante tensão, não há muito tempo para ficar minimamente desatento. A leitura prende até mesmo nos momentos mornos. Como extra, a protagonista, forte que só ela, ao invés de perder o brilho por não ser a narradora, permitiu que outros personagens tivessem a vez. A narração em terceira pessoa se mostrou a ideal, permitindo uma visão mais ampla.
Se a autora já fez bem nesse livro que, apesar de tudo, para mim ainda tem caráter muito introdutório (ou seja, tem muita coisa que não foi entregue de bandeja agora para ser explicada pela frente), eu apostaria minhas fichas que o Ladrão de Almas vem com tudo. Fico aqui na minha torcida para que os problemas vão se resolvendo e o casal pelo qual torço dê certo.
Título original: The Demon Trapper’s Daughter
Editora: Farol Literário
Número de páginas: 368

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