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[Resenha] A Queda dos Reinos — Morgan Rhodes

Morgan Rhodes é um pseudônimo da autora de romances paranormais Michelle Rowen, responsável por séries  populares no exterior — podemos citar, por exemplo, NightwatchersLiving in EdenDemon Princess… — e também pelo pós-apocalíptico já muito aguardado Countdown, que tem lançamento previsto para setembro de 2013. Como Morgan, a autora assina, até o momento, apenas a saga Falling Kingdoms.
A Queda dos Reinos é o capítulo inicial de todo um enredo marcado por lutas por poder, segredos e armadilhas. Tudo isso temperado pelo ar especial que apenas a era medieval pode proporcionar. Tudo isso recebendo uma pitadinha de romance aqui, ali e acolá.
Na ilha de Mytica, três reinos vizinhos vivem uma paz delicada. Paelsia é a clara representação de região pobre, desgastada, enquanto Limeros desfruta de uma situação confortável e Auranos se destaca por seu status de riqueza. Essa dita paz, porém, é vai por água abaixo quando a passagem de auranianos por Paelsia acaba na morte de um morador local. Isso era apenas o que faltava para que uma guerra entre os reinos explodesse, nos levando a acompanhar as vidas de quatro jovens: Cleo, princesa de Auranos; Magnus, príncipe de Limeros; Lucia, irmã adotiva de Magnus e princesa de Limeros secretamente possuidora de poderes sobrenaturais; e Jonas, um rebelde paelsiano profundamente envolvido com tudo o que aconteceu em sua terra natal e levou à morte que serviu de estopim a todo o conflito.

Até mesmo dentro da pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia.

A narrativa se dá sob o ponto de vista de cada reino. Cada um deles e seus respectivos habitantes têm seu espaço para aventuras, para seus dramas. Como resultado, seja isso proposital ou não (e não acredito que seja), alguns capítulos se tornam mais interessantes que outros, pois, enquanto personagens como Cleo tomam parte do lado clichê da história, Magnus, por exemplo, vem e rouba a cena. Ele, por sinal, é um dos mais complexos e intrigantes de toda a trama, o que garante uma briga quase que desleal com os outros, que, embora não cheguem a ser absolutamente desinteressantes, não tiveram a sorte de receber o mesmo brilho. Um pouquinho mais do que Magnus tem e os demais garantiriam uma leitura absoluta e igualmente prazerosa o tempo inteiro. Só Jonas chega perto.
É interessantíssimo ver a ligação entre as vidas dos personagens. Esse ponto positivo é proporcionado tanto pelo tipo de narrativa quanto pela estrutura da história, e por isso tiro meu chapéu para a autora. Outra coisa que chegou a me encantar foi a presença da magia, mais especificamente sua abordagem. Pode parecer pequeno, bobo, mas um erro nessa parte certamente teria feito um grande estrago.
Ah, lembra que falei de lutas por poder, guerras e coisas assim, certo? Então é claro, é CLARO que eu não poderia perdoar uma “economia” no quesito execução de personagens. A boa notícia é que Rhodes age sem medo, mata personagens quando acha que tem que matar, e a respeito por isso. Não vai escorrer sangue das páginas, mas a tensão e o tom de violências se fazem presentes.

Rebel Spring, segundo volume da saga, tem publicação prevista para dezembro de 2013. A Queda dos Reinos se revelou um infantojuvenil ora claramente mais juvenil, ora claramente mais infantil, mas ainda assim indescutivelmente interessante.
Título original: Falling Kingsdoms
Editora: Seguinte
Número de páginas: 408
ISBN: 9788565765138

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