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[Resenha] Sal — Maurice Gee

O neozelandês “Sal” é o primeiro volume da triogia “Sal profundo”, premiada com um Esther Glen Award, três New Zealand Post Children’s Book Awards e outros três Storylines Notable Books List. Essa é uma obra de Maurice Gee, um dos autores mais prestigiados da Nova Zelândia, com mais de 40 livros escritos.
Hari é um jovem corajoso e inteligente que promete resgatar o pai do Sal Profundo. Ninguém escravizado e levado para lá conseguiu voltar, mas o garoto está certo de que pode usar sua perspicácia e os dons especiais que guarda em segredo para cumprir sua missão. Em paralelo há Pérola, bela e bem nascida, mas sentenciada pelo pai a se casar com um homem que despreza. Na tentativa de escapar da vida que jamais desejou ela foge com a misteriosa criada Folha de Chá, correndo em direção ao caminho que se cruzaria ao de Hari.
Há muitas peças que não se encaixam no quebra-cabeças do mundo em que ambos vivem. E não apenas suas classes sociais! Juntos Hari e Pérola deverão conhecer a si mesmos, se desvencilhar das amarras desnecessárias, salvar um homem capturado e ainda desvendar os segredos do Sal Profundo.
“Sal” se passa num mundo futurista mesclado à era medieval. Só a originalidade disso ganha pontos com vocês? Pois comigo, sim. Melhor ainda quando dois protagonistas carismáticos e que de fato funcionam juntos guiam a leitura. Mesmo que tudo o mais desse errado ficou claro após certo ponto que nada seria subtraído do conceito positivo já adquirido. Mas se por um lado não deu tudo errado, também não posso dizer que são folhas de ouro escritas forjada em tramas de perfeição.

Narrado em terceira pessoa, vemos excelentes caracterizações dos protagonistas enquanto os personagens secundários são relegados aos cantos escuros. Eu gostaria de ter visto mais da distopia. Não reclamaria de mais desenvolvimento na trama, embora ela tenha um fim satisfatório nesse primeiro livro e mais dois estejam por vir. Talvez o problema tenha sido ele ir abrindo passagem para um resultado magnífico e feito a curva no caminho do carisma. Não exatamente decepcionante, apenas, talvez, frustrante dependendo de quem lê.

Cheio de aventura, fantasia, muito a ser absorvido e uma mensagem a ser passada, “Sal” é uma leitura que eu mais que recomendo. Na falta do maior número de páginas que jamais conseguirei nele, fica o desejo pelo que o próximo volume trará. Que venha rápido!

Título original: Salt
Número de páginas: 196
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528617856

2 Comentários

  • Camila Lobo
    16 de junho de 2015 at 02:27

    Oi Kimberlly!
    Confesso que vim ler a resenha porque vi o livro hoje e a capa com esse lobo maravilhoso me atraiu muito!
    Agora, eu realmente não consigo imaginar é possível juntar um mundo futurista e a era medieval! hahaha
    Colocarei em minha listinha de leitura, apesar de não ter ideia de quando irei le-lo.
    Adorei a resenha!

    Camila|Por Livros Incríveis

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  • Gabi
    4 de janeiro de 2016 at 15:00

    Juro que comecei a resenha de nariz torcido. Sabe o que me ganhou? Folha de Chá. Sério, tenho uma queda irremediável por livros cujos personagens tem nomes inusitados. É uma doença.
    Parece interessante, mas como você ressaltou alguns pontos negativos que certamente também me irritariam demais -ou frustrariam, para usar a mesma palavra – acho que vou esperar pela resenha do segundo 😉

    Beijitos
    http://www.papodesereia.com.br

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